This study sought to analyze the current state of the training for and practice of family medicine and family and community medicine to identify gaps and opportunities to implement strategic actions to strengthen the health workforce. This paper reports the results of an observational, analytical, cross-sectional study carried out in countries in the World Health Organization's Region of the Americas in 2024. A 22-item survey was administered to members of professional associations of family medicine and family and community medicine practitioners, and a 12-item survey was administered to specialists in this field. Nineteen professional associations and 291 specialists took part in the study. The data were analyzed using descriptive statistics and content analysis. Training in family medicine and family and community medicine is primarily conducted through specialization (68.4%, 13/19) and residency programs (63.2%, 12/19), and a competency exam is required in 63.2% (12/19) of the 23 countries included in the study, represented by 19 professional associations. Training programs cover topics relevant to professional practice, but progress needs to be made, especially in addressing emerging topics. There are few opportunities for continuing education, as reported by 53.7% (29/54) of specialists in Central America, the Latin Caribbean and Mexico, and 35.0% (79/226) in South America. There is a gap in actions aimed at improving working conditions, with policies for well-being and retention implemented in only 36.8% (7/19) of the countries. In addition, responses to open-ended questions indicated that many professionals had a heavy workload, and that their jobs were insecure and precarious, as well as that remuneration was incompatible with their functions, that infrastructure was inadequate, and there was a lack of resources for practice. Despite sampling limitations related to the non-probabilistic design of the study and the unequal participation among countries, it nonetheless provides valuable evidence about training and practice in family and community medicine in the Region of the Americas. Although the practice of family medicine and family and community medicine has been established for more than three decades in the Region, the field faces significant implementation challenges. Strategic investments are needed to strengthen the recognition and perceived value of family and community medicine as a specialty, ensure adequate working conditions and improve the quality of education. Strengthening family and community medicine by undertaking coordinated actions across multiple stakeholders is crucial for building resilient health systems grounded in primary health care. El objetivo de este estudio fue analizar el estado actual de la formación y la práctica profesional de la medicina de familia y la medicina familiar y comunitaria para determinar las brechas existentes en estos ámbitos y las oportunidades para aplicar medidas estratégicas que permitan un fortalecimiento del personal de salud. En este documento se presentan los resultados de un estudio observacional, analítico y transversal realizado en países de la Región de las Américas de la Organización Mundial de la Salud en el 2024. Se administró un cuestionario de 22 preguntas a miembros de asociaciones profesionales de medicina de familia y a profesionales de medicina familiar y comunitaria, y un cuestionario de 12 preguntas a especialistas en este campo. En el estudio participaron diecinueve asociaciones profesionales y 291 especialistas. Los datos se analizaron mediante estadística descriptiva y análisis de contenido. La formación en medicina de familia y medicina familiar y comunitaria se imparte principalmente a través de programas de especialización (68,4%, 13/19) y de residencia (63,2%, 12/19), y en el 63,2% (12/19) de los 23 países incluidos en el estudio, representados por 19 asociaciones profesionales, se exige un examen de competencia. Los programas de formación abarcan temas de interés para la práctica profesional, pero es necesario avanzar, especialmente en lo que respecta a los temas emergentes. Hay pocas oportunidades para la formación continua, según indican el 53,7% (29/54) de los especialistas de Centroamérica, el Caribe latino y México, y el 35,0% (79/226) de los de América del Sur. Hay una brecha en las medidas destinadas a mejorar las condiciones laborales, ya que solo el 36,8% (7/19) de los países han aplicado políticas de bienestar y retención de los profesionales. Además, las respuestas a las preguntas abiertas indicaron que muchos profesionales tenían una gran carga de trabajo y que sus empleos eran inseguros y precarios, además de que la remuneración era incompatible con sus funciones, la infraestructura era insuficiente y faltaban recursos para el ejercicio de la profesión. A pesar de las limitaciones del muestreo derivadas del diseño no probabilístico del estudio y la participación desigual de los distintos países, este estudio proporciona información valiosa sobre la formación y la práctica profesional en medicina familiar y comunitaria en la Región de las Américas. Aunque la práctica profesional de la medicina de familia y la medicina familiar y comunitaria se ha establecido desde hace más de tres decenios en la Región, este campo enfrenta importantes desafíos en cuanto a su implementación. Se necesitan inversiones estratégicas para fortalecer el reconocimiento y el valor percibido de la medicina familiar y comunitaria como especialidad, garantizar unas condiciones de trabajo adecuadas y mejorar la calidad de la formación. El fortalecimiento de la medicina familiar y comunitaria mediante la adopción de medidas coordinadas por parte de múltiples partes interesadas es fundamental para crear un sistema de salud resiliente basado en la atención primaria. Este estudo procurou analisar a situação atual da formação e da prática em medicina de família e da medicina de família e comunidade para identificar lacunas nessas especialidades e oportunidades de implementação de ações estratégicas para fortalecer a força de trabalho em saúde. Este artigo apresenta os resultados de um estudo observacional, analítico e transversal realizado em países da Região das Américas da Organização Mundial da Saúde em 2024. Aplicou-se um questionário contendo 22 perguntas a membros de associações profissionais de medicina de família e médicos de família e comunidade, e outro contendo 12 perguntas a especialistas dessa área. Participaram do estudo 19 associações profissionais e 291 especialistas. Os dados foram analisados usando estatística descritiva e análise de conteúdo. A formação em medicina de família e medicina de família e comunidade é realizada principalmente por meio de programas de especialização (68,4%, 13/19) e residência (63,2%, 12/19), sendo necessário um exame de competência em 63,2% (12/19) dos 23 países incluídos no estudo, representados por 19 associações profissionais. Os programas de formação abrangem temas pertinentes à prática profissional, mas é preciso avançar mais, sobretudo na abordagem de temas emergentes. Há poucas oportunidades de formação continuada, conforme relatado por 53,7% (29/54) dos especialistas da América Central, Caribe latino e México, e por 35,0% (79/226) dos especialistas da América do Sul. Há uma lacuna nas ações destinadas a melhorar as condições de trabalho, sendo que políticas de bem-estar e retenção estão implementadas em apenas 36,8% (7/19) dos países. Além disso, as respostas a perguntas discursivas indicaram que muitos profissionais tinham uma carga de trabalho excessiva e que seus empregos eram precarizados e sem segurança, com remuneração incompatível com suas funções, infraestrutura inadequada e falta de recursos para o exercício da profissão. Apesar das limitações de amostragem relacionadas ao delineamento não probabilístico do estudo e da participação desigual entre os países, este estudo fornece evidências valiosas sobre formação e o exercício da profissão em medicina de família e comunidade na Região das Américas. Embora a medicina de família e a medicina de família e comunidade tenham sido estabelecidas há mais de três décadas na Região, esse campo enfrenta grandes desafios de implementação. São necessários investimentos estratégicos para reforçar o reconhecimento e a percepção do valor da medicina de família e comunidade como uma especialidade, assegurar condições adequadas de trabalho e melhorar a qualidade da formação. O fortalecimento da medicina de família e comunidade por meio de ações coordenadas entre várias partes interessadas é essencial para que sejam construídos sistemas de saúde resilientes fundamentados na atenção primária à saúde.
To analyze the roles, responsibilities and scope of current government chief nursing and midwifery officers or equivalent senior leaders in the Region of the Americas. This was a descriptive observational study. All government chief nursing or midwifery officers or equivalent senior leaders from 35 countries in the Region of the Americas were considered eligible to participate. An online survey was conducted that included items on demographic variables, the officer's roles and responsibilities, and a self-assessment of competencies. Data were analyzed using descriptive statistics, disaggregated by role, subregion and country income level. Content analysis was used for responses to open-ended questions. Twenty eight officers from 28 countries participated in this study, representing 80% of the 35 countries in the Americas. About 82.1% (23/28) of the officers or equivalent leaders were exclusively responsible for nursing issues. Most of the participants had the job title of chief nursing officer (53.6%, 15/28), were female (92.9%, 26/28) and were aged 55-64 years (46.4%, 13/28). Regarding leadership roles, 57.1% (16) of participants reported that their countries had an executive model, with the officer having line authority over nursing or midwifery, or both. The responsibilities of these officers were mainly related to leadership, influence and policy advice. In the self-assessment of competencies, participants rated themselves as less skilled in global health priorities and management. Although the role of a government chief nursing officer or midwifery officer exists in most countries in the Americas, there is a need to further strengthen it. It is important for governments and stakeholders to create a policy environment conducive to empowering these leaders, recognizing their strategic role in the human resources for health agenda, and in expanding the contributions of nursing and midwifery towards achieving more resilient and equitable health systems. Analizar las funciones, las responsabilidades y el ámbito de actuación de las personas que actualmente son jefes de servicios públicos de enfermería y partería o que tienen algún otro cargo equivalente en la Región de las Américas. Se trató de un estudio observacional descriptivo. Se consideró que todas las personas que son jefes de servicios públicos de enfermería o partería o que tienen algún otro cargo equivalente de los 35 países de la Región de las Américas cumplían los criterios para participar. Se llevó a cabo una encuesta en línea en la que se incluyeron preguntas sobre las variables demográficas y sobre las funciones y responsabilidades, así como una autoevaluación de las competencias. Los datos se analizaron mediante estadísticos descriptivos, desglosados por función, subregión y nivel de ingresos de los países. Se utilizó el análisis del contenido para las respuestas a las preguntas abiertas. En este estudio participaron 28 personas que son jefes de estos servicios en 28 países, lo que representa el 80% de los 35 países de la Región. Cerca del 82,1% (23/28) de estas personas que son jefes o tienen algún otro cargo equivalente tenían la responsabilidad exclusiva sobre los temas de enfermería. La mayor parte de las personas que participaron tenían el cargo de jefe enfermería (53,6%, 15/28), eran mujeres (92,9%, 26/28) y tenían entre 55 y 64 años (46,4%, 13/28). En cuanto a las funciones de liderazgo, el 57,1% (16) de las personas indicaron que en su país se aplicaba un modelo ejecutivo, en el que la persona a cargo tenía autoridad jerárquica directa sobre el ámbito de la enfermería, la partería o ambas. Sus responsabilidades se relacionaban principalmente con el liderazgo, la influencia y el asesoramiento en materia de políticas. En la autoevaluación de sus competencias, las personas consideraron que tenían menos capacidad en relación con las prioridades en materia de salud mundial y en temas de gestión. Aunque en la mayoría de los países de la Región de las Américas existe la figura del jefe del servicio público de enfermería o partería, es necesario reforzarla. Es importante que los gobiernos y las partes interesadas creen un entorno normativo propicio para empoderar a estas personas líderes, reconociendo su papel estratégico en la agenda de recursos humanos para la salud y en la ampliación de las contribuciones de la enfermería y la partería para lograr sistemas de salud más resilientes y equitativos. Analisar as funções, as responsabilidades e o escopo de atuação dos atuais chefes de enfermagem e obstetrícia do governo, ou de líderes seniores equivalentes, na Região das Américas. Estudo observacional descritivo. Todos os chefes de enfermagem ou de obstetrícia do governo, ou líderes seniores equivalentes, dos 35 países da Região das Américas foram considerados elegíveis para participar. Foi realizada uma pesquisa on-line que incluiu itens sobre variáveis demográficas, funções e responsabilidades dos profissionais e uma autoavaliação de competências. Os dados foram analisados por meio de estatísticas descritivas, desagregados por função, sub-região e nível de renda do país. Utilizou-se análise de conteúdo para as respostas às perguntas abertas. Participaram deste estudo 28 chefes de enfermagem ou de obstetrícia do governo, provenientes de 28 países, representando 80% dos 35 países das Américas. Cerca de 82,1% (23/28) dos profissionais ou líderes equivalentes eram responsáveis exclusivamente pela área de enfermagem. A maioria dos participantes tinha o cargo de chefe de enfermagem do governo (53,6%, 15/28), era do sexo feminino (92,9%, 26/28) e tinha entre 55 e 64 anos de idade (46,4%, 13/28). Em relação às funções de liderança, 57,1% (16) dos participantes relataram que seus países adotavam um modelo executivo, no qual o profissional exercia autoridade hierárquica direta sobre a enfermagem, a obstetrícia ou ambas. As responsabilidades desses profissionais estavam principalmente relacionadas às funções de liderança, influência e assessoramento no âmbito de políticas públicas. Na autoavaliação de competências, os participantes classificaram-se como menos qualificados em gestão e prioridades de saúde global. Embora a função de chefe de enfermagem ou de obstetrícia do governo exista na maioria dos países das Américas, é necessário fortalecê-la ainda mais. É importante que governos e demais atores criem um ambiente político favorável ao fortalecimento desses líderes, reconhecendo seu papel estratégico na agenda de recursos humanos para a saúde e na ampliação das contribuições da enfermagem e da obstetrícia para o alcance de sistemas de saúde mais resilientes e equitativos.
Intra and after action reviews (IARs and AARs) are essential for the management of public health emergencies. This article reports on the experience of developing an IAR and AAR method by the Ministry of Health in Brazil, highlighting its conceptual and organizational foundations and its application in different public health emergency contexts from 2023 to 2025, a period during which 10 evaluations were conducted nationwide. The method was developed through a participatory process, based on a literature review and consultations with national and international experts, and was validated by consensus. The reviews were carried out in partnership with state health departments, using methodologies such as in-person workshops, structured debriefings, response action assessment tools, and individual instruments, often in combination. The number of participants ranged from 40 to 80 professionals, including managers, technical staff, and representatives from multiple sectors. The duration of activities ranged from meetings lasting a few hours to 2-day workshops. The reviews revealed good practices, challenges, and next steps that informed the updating of contingency plans and the incorporation of lessons learned into national and subnational policies and guidelines, synthesized in a Guide for After Action Review of Public Health Emergencies published by the Ministry of Health. This experience underscores the importance of incorporating IARs and AARs as strategic components of public health emergency preparedness and response. The process strengthens organizational learning, enhances the legitimacy of actions, and contributes to building a culture of continuous monitoring. As avaliações intra-evento (AIE) e pós-evento (APE) são fundamentais para a gestão das emergências em saúde pública. Este estudo relata a experiência inédita de desenvolvimento de um método de AIE e APE pelo Ministério da Saúde no Brasil, destacando fundamentos conceituais e organizativos e aplicação em diferentes contextos de emergências em saúde pública de 2023 a 2025, período no qual foram conduzidas 10 avaliações no país. O método foi desenvolvido de forma participativa, com base em revisão de literatura e consultas a especialistas nacionais e internacionais, e validado por consenso. As avaliações foram realizadas em parceria com secretarias estaduais de saúde utilizando metodologias como oficinas presenciais, debriefings estruturados, instrumentos de avaliação das ações de resposta e instrumentos individuais, frequentemente de forma combinada. O número de participantes variou de 40 a 80 profissionais, incluindo gestores, técnicos e representantes de múltiplos setores. A duração das atividades variou de reuniões de poucas horas a oficinas de 2 dias. As avaliações permitiram a identificação de boas práticas, desafios e próximos passos, os quais subsidiaram a atualização de planos de contingência e a incorporação de lições aprendidas em políticas e diretrizes nacionais e subnacionais, sintetizadas em um Guia de Avaliação Pós-Evento para Emergências em Saúde Pública publicado pelo Ministério da Saúde. A experiência evidencia a importância da institucionalização das AIE e APE como componentes estratégicos da preparação e resposta a emergências em saúde pública. O processo reforça o aprendizado organizacional, amplia a legitimidade das ações e contribui para a construção de uma cultura de monitoramento contínuo. Las evaluaciones durante un evento y posteriores a él son fundamentales para la gestión de las emergencias de salud pública. En este estudio se describe la experiencia sin precedentes del Ministerio de Salud de Brasil en la elaboración de un método para realizar estas evaluaciones, y se ponen de relieve sus fundamentos conceptuales y organizativos, así como su aplicación en diferentes contextos de salud pública entre el 2023 y el 2025. En ese período se llevaron a cabo 10 evaluaciones de este tipo en el país. El método se elaboró de forma participativa, sobre la base de una revisión de la bibliografía existente y de consultas a expertos nacionales e internacionales, y se validó por consenso. Las evaluaciones se realizaron en colaboración con las secretarías estatales de salud, y en ellas se utilizaron diversas metodologías y herramientas, como talleres presenciales, sesiones informativas estructuradas, instrumentos de evaluación de las medidas de respuesta e instrumentos individuales, a menudo de forma combinada. El número de participantes osciló entre 40 y 80 profesionales, entre los que se encontraban gerentes, técnicos y representantes de distintos sectores. La duración de las actividades varió desde reuniones de unas pocas horas hasta talleres de dos días. Las evaluaciones permitieron determinar las buenas prácticas, los obstáculos y los próximos pasos, que sirvieron de base para actualizar los planes de contingencia e incorporar las enseñanzas en las políticas y directrices nacionales y subnacionales, sintetizadas luego en una guía de evaluación posterior a un evento para emergencias de salud pública, publicada por el Ministerio de Salud. Esta experiencia pone de manifiesto la importancia de institucionalizar este tipo de evaluaciones como un componente estratégico de la preparación y la respuesta ante emergencias de salud pública. El proceso refuerza el aprendizaje institucional, amplía la legitimidad de las medidas y contribuye a fomentar una cultura de seguimiento continuo.
To explore healthcare stakeholders' experiences of care coordination during cancer diagnosis in Chile, Colombia, and Ecuador, including how these experiences are influenced by factors related to the countries' public subsystems. A qualitative study was conducted based on 115 semi-structured interviews with healthcare professionals and administrative personnel in both primary care (n = 40) and secondary/tertiary care (n = 46) as well as managers and policymakers (n = 29). Thematic analysis, guided by a care coordination framework, was performed first per country and then across countries. The analysis points to limited transfer of clinical information causing repeated tests as well as poor clinical management coordination in terms of delayed referrals from primary care and restricted access to specialized care, altogether contributing to diagnostic delays. Self-reinforcing loops of barriers for care coordination included fragmented clinical information systems, poor skills and training among healthcare professionals, as well as insufficient diagnostic equipment in all three study countries, scarcity of specialized healthcare professionals and functioning of the prioritization system for certain cancers in Chile, and working conditions and insurance companies' management of care in Colombia. Informal communication strategies and personal networks emerged as adaptive responses to these challenges, facilitating coordination in some cases but also risking data security and consistency in care. The study highlights the urgent need for political prioritization of cancer care coordination, including investments in unified clinical record systems, training of healthcare professionals, and diagnostic infrastructure. It also emphasizes the importance of recognizing healthcare stakeholders' responses to barriers. Explorar las experiencias de las partes interesadas de la atención de salud en la coordinación de la atención durante el diagnóstico del cáncer en Chile, Colombia y Ecuador, y la forma en la que los factores relacionados con los sistemas de salud pública de los países influyen en ellas. Se llevó a cabo un estudio cualitativo basado en 115 entrevistas semiestructuradas a profesionales de la salud y a personal administrativo, tanto de atención primaria de salud (n = 40) como de atención secundaria y terciaria (n = 46), así como a gestores y responsables de la formulación de políticas (n = 29). El análisis temático, en un marco de coordinación de la atención, se realizó primero por país y luego comparando o combinando los datos de diferentes países. El análisis de los resultados señala una transferencia limitada de la información clínica que provoca la repetición de pruebas, así como una mala coordinación del tratamiento clínico, con demoras en las derivaciones desde el nivel de atención primaria y un acceso restringido a la atención especializada que, en conjunto, contribuyen a causar retrasos en el diagnóstico. Los círculos viciosos que obstaculizaban la coordinación de la atención fueron, entre otros, los siguientes: sistemas de información clínica fragmentados, falta de competencia y de capacitación en los profesionales de la atención de salud, así como un equipamiento diagnóstico insuficiente en los tres países objeto del estudio; escasez de profesionales de la salud especializados y falta de funcionamiento del sistema de priorización para determinados tipos de cáncer en Chile; y problemas en las condiciones de trabajo y en la gestión por parte de las compañías de seguros en Colombia. Las estrategias de comunicación informales y las redes personales surgieron como respuestas adaptativas a estos desafíos; en algunos casos facilitaron la coordinación, pero también comprometieron la seguridad de los datos y la uniformidad en la atención. El estudio destaca la necesidad urgente de otorgar prioridad política a la coordinación de la atención oncológica, mediante inversiones en sistemas unificados de registros clínicos, en la capacitación de los profesionales de la salud y en la infraestructura diagnóstica. También se destaca la importancia de reconocer las respuestas de las partes interesadas en la atención de salud ante los obstáculos existentes para el diagnóstico del cáncer en Chile, Colombia y Ecuador. Analisar as experiências das partes interessadas da área de saúde quanto à coordenação do cuidado durante o diagnóstico de câncer no Chile, na Colômbia e no Equador e entender como essas experiências são influenciadas por fatores próprios do sistema de saúde pública do país. Realizou-se um estudo qualitativo baseado em 115 entrevistas semiestruturadas com profissionais de saúde e pessoal administrativo da atenção primária (n = 40) e secundária/terciária (n = 46), bem como gestores e formuladores de políticas (n = 29). A análise temática, orientada por uma estrutura de coordenação do cuidado, foi realizada primeiro por país, seguida da comparação entre os países. A análise indicou uma transferência limitada de informações clínicas, causando repetição de exames, bem como a falta de coordenação do manejo clínico, resultando em morosidade no encaminhamento dos pacientes da atenção primária e acesso restrito à atenção especializada, fatores que, somados, contribuíram para atrasos no diagnóstico. Entre as barreiras à coordenação do cuidado que se reforçam mutuamente estão a fragmentação dos sistemas de informação clínica, a falta de qualificação e capacitação de profissionais de saúde, bem como a insuficiência de equipamentos de diagnóstico nos três países estudados, a escassez de especialistas e ausência de um sistema efetivo de priorização para determinados tipos de câncer no Chile, e condições de trabalho e gestão da atenção pelas companhias de seguro na Colômbia. Em resposta a esses desafios, surgiram estratégias de comunicação e redes pessoais informais que, apesar de terem facilitado a coordenação em alguns casos, colocaram em risco a segurança dos dados e a uniformidade dos cuidados. O estudo destaca a necessidade urgente de priorização política da coordenação do cuidado do câncer, inclusive com investimentos em sistemas unificados de registros clínicos, capacitação dos profissionais de saúde e infraestrutura diagnóstica. Também ressalta a importância de identificar as respostas das partes interessadas diante das barreiras.
To identify spatiotemporal patterns and clusters of tuberculosis (TB) in Brazil between 2001 and 2023, assess the impact of the COVID-19 pandemic on TB trends, and provide recommendations for targeted interventions. This ecological study analyzed secondary data from Brazil's Notifiable Diseases Information System (known as SINAN), which covers all confirmed TB cases during the study period. Three main indicators were analyzed: TB incidence and two treatment outcomes - cure and loss to follow up. Spatiotemporal cluster analysis was conducted using the Emerging Hot Spot Analysis tool in ArcGIS Pro 2.8 (Esri, Redlands, CA, USA), based on the Getis-Ord Gi* statistic. An average of 74 057 TB cases were reported annually. TB incidence declined until 2016 but increased afterward, peaking in 2023. Cure rates declined after 2016, especially following the COVID-19 pandemic, while the rates of loss to follow up increased. Hot spots for incidence and loss to follow up were concentrated in the North, Southeast, and Central-West regions. The South region showed cold spots for cure and loss to follow up. These spatial trends revealed persistent regional disparities in TB outcomes that are closely related to indicators associated with socioeconomic status and access to health care. TB continues to present critical public health challenges in Brazil, particularly since the COVID-19 pandemic. Spatiotemporal analysis revealed significant regional clusters of TB burden. Strengthening surveillance systems and improving early diagnosis and treatment adherence strategies, especially in high-burden regions, are essential to mitigate the post-pandemic resurgence of TB and to achieve the World Health Organization's goal of eliminating TB by 2035. Reconocer los patrones espacio-temporales y los conglomerados de casos de tuberculosis (TB) en Brasil entre el 2001 y el 2023, evaluar los efectos de la pandemia de COVID-19 en las tendencias en relación con la TB, y ofrecer recomendaciones para ejecutar intervenciones específicas. En este estudio ecológico se analizaron datos secundarios del Sistema de Información sobre Enfermedades de Declaración Obligatoria de Brasil (conocido como SINAN), que abarca todos los casos confirmados de TB durante el período de estudio. Se analizaron tres indicadores principales, la incidencia de TB y dos resultados del tratamiento: curación y pérdida de contacto durante el seguimiento. Se realizó un análisis espacio-temporal por conglomerados utilizando la herramienta de análisis de puntos críticos emergentes (Emerging Hot Spot Analysis) de ArcGIS Pro 2.8 (Esri, Redlands [California], Estados Unidos de América), basado en la estadística Getis-Ord Gi*. Se notificó una media de 74 057 casos de TB al año. La incidencia de la TB se redujo hasta el 2016, pero aumentó posteriormente y alcanzó su punto máximo en el 2023. Las tasas de curación disminuyeron después del 2016, especialmente tras la pandemia de COVID-19, mientras que las tasas de pérdida de contacto durante el seguimiento aumentaron. Los puntos críticos en cuanto a la incidencia y pérdida de contacto durante el seguimiento se concentraron en las regiones septentrional, sudoriental y centrooccidental. La región meridional mostró puntos débiles en cuanto a la curación y la pérdida de contacto durante el seguimiento. Estas tendencias espaciales revelaron disparidades regionales persistentes en los desenlaces de la TB, que se relacionan estrechamente con indicadores asociados a la situación socioeconómica y al acceso a la atención de salud. La TB sigue planteando desafíos críticos para la salud pública en Brasil, en particular desde la pandemia de COVID-19. El análisis espacio-temporal mostró la presencia de importantes conglomerados regionales de carga de la TB. Es fundamental fortalecer los sistemas de vigilancia y mejorar las estrategias de diagnóstico temprano y adhesión al tratamiento, especialmente en las regiones con mayor carga, para mitigar el resurgimiento de la TB tras la pandemia y alcanzar el objetivo de la Organización Mundial de la Salud de eliminar la TB para el 2035. Identificar padrões espaço-temporais e aglomerados de casos de tuberculose no Brasil entre 2001 e 2023, avaliar o impacto da pandemia de COVID-19 nas tendências da tuberculose e fazer recomendações sobre intervenções específicas. Este estudo ecológico analisou dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Brasil, que abrange todos os casos confirmados de tuberculose durante o período do estudo. Foram analisados três indicadores principais: incidência de tuberculose e dois desfechos de tratamento (cura e perda de acompanhamento). A análise de aglomerados espaço-temporais foi realizada com a ferramenta Emerging Hot Spot Analysis no ArcGIS Pro 2.8 (Esri, Redlands, Califórnia, EUA), com base na estatística Getis-Ord Gi*. Em média, foram notificados 74 057 casos de tuberculose por ano. A incidência da doença vinha caindo até 2016, quando começou a aumentar, atingindo um pico em 2023. As taxas de cura diminuíram após 2016, especialmente após a pandemia de COVID-19, ao passo que as taxas de perda de acompanhamento aumentaram. Os hot spots de incidência e perda de acompanhamento concentraram-se nas regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste. A região Sul apresentou cold spots em termos de cura e perda de acompanhamento. Essas tendências espaciais revelaram disparidades regionais persistentes nos desfechos da tuberculose que estão intimamente relacionadas a indicadores associados à situação socioeconômica e ao acesso à atenção à saúde. A tuberculose continua representando um desafio crítico para a saúde pública no Brasil, especialmente desde a pandemia de COVID-19. A análise espaço-temporal revelou aglomerados regionais significativos de carga da tuberculose. O fortalecimento dos sistemas de vigilância e a melhoria das estratégias de diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, especialmente em regiões com alta carga de tuberculose, são essenciais para mitigar o ressurgimento da doença após a pandemia e alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde de eliminar a tuberculose até 2035.
Drug use disorders - preventable and treatable conditions - are a challenging and growing public health threat in the Region of the Americas. This study aims to provide a comprehensive analysis of the levels and trends of the burden of these disorders across countries in the Americas. This study analyzed morbidity, mortality and disease burden from drug use disorders, including opioid, cocaine, amphetamine, cannabis and other drug use disorders, across 38 countries in the Americas from 2000 to 2021. Using estimates from the Global Burden of Disease Study in 2021, trends were assessed using the average annual percentage change, estimated through regression analysis. In 2021, 17.7 million (95% uncertainty interval [UI]: 15.9 to 19.9 million) people in the Americas were living with these disorders, mainly opioid use disorders (42.7%) and cannabis use disorders (31.5%). Drug use disorders accounted for 77 717 deaths (95% UI: 70 414 to 86 270) or 6.9 deaths (95% UI: 6.3 to 7.6) per 100 000 population, which was higher than the global estimates. Rates of age-standardized disability-adjusted life years from drug use disorders increased annually by 4.95%, reaching 695.36 years (95% UI: 583.45 to 807.69) per 100 000 population, higher than the global estimate. The burden of these disorders was consistently higher among male young adults. Regionwide in 2021, 145 515 (95% UI: 132 710 to 159 080) all-cause deaths (1.6%, 95% UI: 1.4 to 1.7% of total deaths) were attributed to drug use, primarily deaths from opioid use disorders, cirrhosis and liver cancer. Drug use disorders are a major and growing public health challenge in the Americas, driven mainly by opioid use disorders in young adults and the rise in these disorders among women. Urgent, evidence-based responses are needed that target high-risk populations, expand treatment and harm reduction, and strengthen data systems. Tailored strategies informed by national contexts and global frameworks can reduce avoidable deaths and improve population health. Los trastornos secundarios al consumo de drogas, que son afecciones prevenibles y tratables, suponen un desafío y una amenaza creciente para la salud pública en la Región de las Américas. El objetivo de este estudio es proporcionar un análisis exhaustivo de los niveles y las tendencias de la carga de enfermedad asociada a estos trastornos en la Región. En este estudio se analizó la morbilidad, mortalidad y carga de enfermedad derivadas de los trastornos secundarios al consumo de drogas, incluidos los trastornos por consumo de opioides, cocaína, anfetaminas, cannabis y otras sustancias, en 38 países de la Región de las Américas entre el 2000 y el 2021. Se utilizaron estimaciones del estudio sobre la carga mundial de morbilidad del 2021 para evaluar las tendencias, mediante el cambio porcentual medio anual calculado con un análisis de regresión. En el 2021, 17,7 millones (intervalo de incertidumbre del 95% [II95%]: 15,9-19,9) de personas de la Región de las Américas presentaban estos trastornos, en su mayoría por consumo de opioides (42,7%) y de cannabis (31,5%). Los trastornos secundarios al consumo de drogas causaron 77 717 muertes (II95%: 70 414-86 270), es decir, 6,9 muertes (II95%: 6,3-7,6) por cada 100 000 habitantes, una cifra es superior a la observada a nivel mundial. Las tasas de años de vida ajustados por discapacidad estandarizadas según la edad debidas a trastornos secundarios al consumo de drogas aumentaron en un 4,95% al año y alcanzaron los 695,36 años (II95%: 583,45-807,69) por cada 100 000 habitantes, una cifra superior a la observada a nivel mundial. La carga de morbilidad de estos trastornos fue uniformemente superior en los varones adultos jóvenes. En toda la Región, en el 2021, 145 515 (II95%: 132 710-159 080) muertes por cualquier causa (1,6%, II95%: 1,4-1,7 del total de muertes) se atribuyeron al consumo de drogas, en su mayoría por trastornos relacionados con el consumo de opioides, cirrosis y cáncer de hígado. Los trastornos secundarios al consumo de drogas constituyen un desafío de salud pública grave y creciente en la Región de las Américas. Esto se debe principalmente al consumo de opioides en los adultos jóvenes y a su aumento en las mujeres. Se necesitan respuestas urgentes y basadas en la evidencia, dirigidas a los grupos de población de alto riesgo, que amplíen el tratamiento, reduzcan los daños y fortalezcan los sistemas de datos. Las estrategias adaptadas a los contextos nacionales y los marcos mundiales pueden reducir las muertes evitables y mejorar la salud de la población. Os transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas – problemas de saúde preveníveis e tratáveis – são uma ameaça desafiadora e crescente à saúde pública na Região das Américas. Este estudo tem como objetivo fornecer uma análise abrangente dos níveis e tendências da carga desses transtornos nos países da Região. Este estudo analisou a morbimortalidade e a carga dos transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas, como opioides, cocaína, anfetaminas, cannabis, entre outras substâncias psicoativas em 38 países da Região das Américas, entre 2000 e 2021. Com base nas estimativas do Global Burden of Disease Study 2021, avaliaram-se as tendências usando a variação percentual anual média, estimada por meio de análise de regressão. Em 2021, 17,7 milhões (intervalo de confiança [IC] de 95%: 15,9 a 19,9) de pessoas na Região das Américas viviam com esses transtornos, principalmente por uso de opioides (42,7%) e cannabis (31,5%). Os transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas foram responsáveis por 77 717 mortes (IC 95%: 70 414 a 86 270) ou 6,9 mortes (IC 95%: 6,3 a 7,6) por 100 000 habitantes, ficando acima das estimativas mundiais. A taxa padronizada por idade de anos de vida ajustados por incapacidade devido a transtornos relacionados ao uso de substancias psicoativas aumentou anualmente em 4,95%, chegando a 695,36 anos (IC 95%: 583,45 a 807,69) por 100.000 habitantes, acima da estimativa mundial. A carga desses transtornos foi consistentemente maior entre os jovens adultos do sexo masculino. Em toda a Região, em 2021, 145 515 (IC 95%: 132 710 a 159 080) mortes por todas as causas (1,6%, IC 95%: 1,4 a 1,7% do total de mortes) foram atribuídas ao uso de substâncias psicoativas, principalmente mortes por transtornos relacionados ao uso de opioides, por cirrose e por câncer de fígado. Os transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas são um importante e crescente desafio de saúde pública na Região das Américas, impulsionado principalmente pelos transtornos relacionados ao uso de opioides em jovens adultos e pelo aumento desses transtornos em mulheres. São necessárias respostas urgentes baseadas em evidências que visem populações de alto risco, ampliem o acesso a tratamentos e serviços de redução de danos e fortaleçam os sistemas de dados. Estratégias individualizadas baseadas nos contextos nacionais e nas estruturas mundiais podem reduzir as mortes evitáveis e melhorar a saúde da população.
To determine the current state of Honduras' health financing system. This study applied a qualitative design based on the World Health Organization's Health Financing Progress Matrix (HFPM) to evaluate the health financing system in Honduras. Data were collected through 18 in-depth interviews with informants from diverse institutions, tailored to their expertise. The results were internally validated via a workshop including 12 additional experts. Thematic coding was used to classify findings across seven health financing assessment areas and 19 attributes. The HFPM's desirable attributes framework allowed the researchers to classify the findings into four relevant categories: emerging (score of 1.00-1.99), progressing (score of 2.00-2.99), established (score of 3.00-3.99), and advanced (score of 4.00). The overall score for Honduras' health financing system was 1.72 of 4.00, indicating an emerging level of development. While attributes related to institutional capacity achieved a progressing score (2.02), domains regarding financial protection lagged at an emerging level (1.33). Critical weaknesses were identified in resource pooling (1.20) and in benefit entitlements and access conditions (1.20), both of which consistently showed low performance. Conversely, public financial management scored higher (2.40), though accountability and budget alignment gaps persist. Regarding Universal Health Coverage objectives, most dimensions scored below 2.00. Among the intermediate objectives, transparency and accountability scored the highest (1.83). Of the final objectives, quality approached progressing (2.33). The health financing system of Honduras exhibits limited institutional maturity and significant structural challenges in financing its health care system. Future reforms must effectively aim to reduce financial barriers for the population. Determinar el estado actual del sistema de financiamiento de la salud de Honduras. En este estudio se aplicó un diseño cualitativo basado en la matriz de la Organización Mundial de la Salud de progreso en el financiamiento de la salud para evaluar el sistema de financiamiento de la salud en Honduras. Los datos se recogieron mediante 18 entrevistas detalladas con participantes de diversas instituciones, adaptadas a su experiencia. Los resultados se validaron internamente en un taller en el que participaron otras 12 personas expertas. Se utilizó la codificación temática para clasificar los resultados en siete áreas de evaluación del financiamiento de la salud y 19 atributos. El marco de atributos deseables de la matriz permitió que los resultados se clasificaran en cuatro categorías relevantes: emergente (puntuación de 1,00-1,99), en progreso (puntuación de 2,00-2,99), establecido (puntuación de 3,00-3,99) y avanzado (puntuación de 4,00). La puntuación general del sistema de financiamiento de la salud de Honduras fue de 1,72 sobre 4,00, lo que indica un nivel de desarrollo emergente. Si bien los atributos relacionados con la capacidad institucional alcanzaron una puntuación indicativa de progreso (2,02), los dominios relativos a la protección financiera se situaron en un nivel emergente (1,33). Se encontraron debilidades críticas en la mancomunación de recursos (1,20) y en los derechos a prestaciones y las condiciones de acceso (1,20), que mostraron sistemáticamente un desempeño bajo. Por el contrario, la gestión de las finanzas públicas obtuvo una puntuación más alta (2,40), aunque persisten algunas brechas en materia de rendición de cuentas y de alineación presupuestaria. En cuanto a los objetivos de la cobertura universal de salud, la mayor parte de las dimensiones obtuvieron una puntuación inferior a 2,00. Entre los objetivos intermedios, la transparencia y la rendición de cuentas obtuvieron la puntuación más alta (1,83). En cuanto a los objetivos finales, la calidad alcanzó al nivel de progreso (2,33). El sistema de financiamiento de la salud de Honduras presenta una madurez institucional limitada y algunos desafíos estructurales importantes para financiar su sistema de salud. En cualquier reforma futura se debe apuntar a reducir efectivamente los obstáculos financieros a los que se enfrenta la población. Determinar a situação atual do sistema de financiamento da saúde de Honduras. Este estudo adotou um desenho qualitativo, baseado na Matriz de Progresso do Financiamento da Saúde (HFPM) da Organização Mundial da Saúde, para avaliar o sistema de financiamento da saúde em Honduras. Os dados foram coletados por meio de 18 entrevistas em profundidade com informantes de diversas instituições, adaptadas às suas áreas de especialização. Os resultados foram validados internamente por meio de um workshop com a participação de outros 12 especialistas. Utilizou-se codificação temática para classificar os achados em sete áreas de avaliação do financiamento da saúde e 19 atributos. O quadro de atributos desejáveis da HFPM permitiu aos pesquisadores classificar os achados em quatro categorias relevantes: emergente (pontuação de 1,00 a 1,99), em progresso (pontuação de 2,00 a 2,99), estabelecido (pontuação de 3,00 a 3,99) e avançado (pontuação de 4,00). A pontuação geral do sistema de financiamento da saúde de Honduras foi de 1,72 em um total de 4,00, indicando um nível emergente de desenvolvimento. Enquanto os atributos relacionados à capacidade institucional alcançaram uma pontuação classificada como ‘em progresso’ (2,02), os domínios relacionados à proteção financeira permaneceram na categoria ‘emergente’ (1,33). Identificaram-se fragilidades críticas no agrupamento de recursos (1,20), nos direitos a benefícios e nas condições de acesso (1,20), ambos com desempenho consistentemente baixo. Por outro lado, a gestão das finanças públicas apresentou pontuação mais elevada (2,40), embora persistam lacunas na prestação de contas e no alinhamento orçamentário. Com relação aos objetivos da cobertura universal de saúde, a maioria das dimensões obteve pontuação abaixo de 2,00. Entre os objetivos intermediários, transparência e responsabilidade apresentaram a pontuação mais elevada (1,83). Entre os objetivos finais, a qualidade aproximou-se da categoria ‘em progresso’ (2,33). O sistema de financiamento da saúde de Honduras apresenta maturidade institucional limitada e importantes desafios estruturais relacionados ao financiamento do seu sistema de saúde. Reformas futuras devem priorizar a redução efetiva das barreiras financeiras enfrentadas pela população.
Spirometry is essential for the diagnosis and follow-up of patients with noncommunicable chronic respiratory diseases; however, it was not available in primary health care in Brazil. This article describes the implementation of telespirometry in primary health care units across 163 Brazilian cities. The program was a collaborative effort between the Brazilian Ministry of Health and the Telehealth Center of the Hospital das Clínicas of the Federal University of Minas Gerais/EBSERH and was conducted in several stages, including team formation and selection of participating municipalities; selection of spirometry equipment; development of software for test transmission; training of nonmedical primary care professionals to perform spirometry and pulmonologists to provide teleconsultations; system implementation; delivery of virtual and onsite training; and continuous monitoring with periodic reevaluation. A total of 163 municipalities were selected according to predefined criteria. Since the implementation of telespirometry on 1 January 2022, 203 technicians have been qualified through virtual and in-person training. By 1 November 2024, a total of 31 982 spirometry tests had been performed. Test quality improved substantially over time, with the proportion of exams classified as category A or B increasing from 54.4% in the first three months to 81.2% in the final three months of the program. These findings indicate that expanding access to spirometry is feasible through a structured, short-term training program combined with close monitoring of primary care staff and a remote quality-control system supported by appropriate electronic resources. La espirometría es esencial para el diagnóstico y el seguimiento de las personas con enfermedades respiratorias crónicas no transmisibles; sin embargo, no estaba disponible en la atención primaria de salud en Brasil. En este artículo se describe la implementación de la telespirometría en unidades de atención primaria de salud de 163 ciudades brasileñas. Este programa, que fue un esfuerzo de colaboración entre el Ministerio de Salud de Brasil y el Centro de Telemedicina del Hospital das Clínicas de la Universidad Federal de Minas Gerais/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, se llevó a cabo en varias etapas: conformación de los equipos y selección de los municipios participantes; elección del equipamiento de espirometría; desarrollo de programas informáticos para la transmisión de los datos de las pruebas; capacitación de profesionales no médicos de atención primaria para realizar espirometrías y de neumólogos para ofrecer teleconsultas; implementación del sistema; impartición de capacitación virtual y presencial; y seguimiento continuo con reevaluaciones periódicas.Se seleccionaron 163 municipios según criterios predefinidos. Desde la implementación de la telespirometría el 1 de enero del 2022, se ha certificado a 203 técnicos tras recibir capacitación virtual y presencial. Hasta el 1 de noviembre del 2024, se había realizado un total de 31 982 pruebas de espirometría. La calidad de las pruebas mejoró sustancialmente con el tiempo, y la proporción de pruebas clasificadas como de categoría A o B pasó del 54,4% en los tres primeros meses del programa al 81,2% en los tres últimos meses. Estos resultados indican que es viable ampliar el acceso a la espirometría mediante un programa de capacitación estructurado y de corta duración, combinado con un estrecho seguimiento del personal de atención primaria y un sistema de control de calidad a distancia con el apoyo de los recursos electrónicos adecuados. A espirometria é essencial para o diagnóstico e o acompanhamento de pacientes com doenças respiratórias crônicas não transmissíveis; no entanto, não estava disponível na atenção primária à saúde no Brasil. Este artigo descreve a implementação da telespirometria em unidades de atenção primária à saúde em 163 cidades brasileiras. O programa foi resultado de uma colaboração entre o Ministério da Saúde do Brasil e o Núcleo de Telessaúde do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, sendo conduzido em várias etapas, incluindo a formação da equipe e a seleção dos municípios participantes, a seleção do equipamento de espirometria, o desenvolvimento de software para a transmissão dos exames, a capacitação de profissionais não médicos da atenção primária à saúde para realizar espirometria e de pneumologistas para realizar teleconsulta, a implementação do sistema, a oferta de capacitações virtuais e presenciais, e o monitoramento contínuo com reavaliação periódica.Foram selecionados 163 municípios de acordo com critérios predefinidos. Desde a implementação da telespirometria, em 1º de janeiro de 2022, 203 técnicos foram capacitados por meio de treinamentos virtuais e presenciais. Até 1º de novembro de 2024, 31.982 exames de espirometria haviam sido realizados. A qualidade dos exames melhorou substancialmente ao longo do tempo, com a proporção de exames classificados nas categorias A ou B aumentando de 54,4%, nos primeiros três meses, para 81,2% nos últimos três meses do programa. Esses achados indicam que a ampliação do acesso à espirometria é viável por meio de um programa estruturado de capacitação de curto prazo, combinado com o monitoramento rigoroso da equipe da atenção primária e um sistema remoto de controle de qualidade apoiado por recursos eletrônicos adequados.
Maternity waiting homes (MWHs) are residential facilities where pregnant women live during the last few weeks of their gestation and can easily be transported to a hospital equipped to provide obstetric emergency care or skilled birth attendance. The expansion of MWHs has been associated with the prevention of obstetric complications. This paper examines how MWHs have been implemented across Latin America, analyzing their evolution, the specific needs they address in different countries, and their impact on maternal and neonatal health outcomes throughout the region. The methodology of this study was based on a comprehensive narrative review of the literature available from the online databases PubMed, Google Scholar, EBSCOhost, and SciELO in Spanish, English, and Portuguese, using a keyword search that included the Latin American region and country names, and on discussions with key informants in Cuba. The findings show that, in Latin America, MWHs were first implemented in Cuba in 1962, followed years later by Chile, Nicaragua, Guatemala, Honduras, Peru, Brazil, Panama, Paraguay, Mexico, and Colombia. In all these countries, MWHs were established as a strategy to reduce maternal mortality, albeit through various funding models and with varying levels of quality and consistency of services. Community engagement, cultural responsiveness, funding sustainability, women's autonomy, breadth and quality of services, and the evolution of MWHs beyond their original purpose are among the emergent themes in our findings. While countries such as Chile, Panama, and Peru have modified MWH designs and operations to incorporate indigenous traditional birthing practices and cultural preferences, countries such as Brazil, Cuba, and Paraguay have focused on practices that prioritize numerical outcomes over women's experiences and autonomy. The findings suggest a critical gap between the theoretical design of MWH programs and their practical implementation. The evolution of MWHs suggests that they address a spectrum of needs beyond their original purposes, such as providing culturally responsive maternal support and psychosocial and early childhood support. MWHs may be effective in reducing maternal and neonatal mortality when incorporated as part of wider maternal health strategies. Countries with persistently high maternal mortality, especially those with significant geographical barriers to care, could benefit from incorporating MWHs. Remarkably, we did not find MWHs in any of the countries with the highest maternal mortality ratios in the region: Haiti, Venezuela, Bolivia, Jamaica, and the Dominican Republic. Las casas de espera para madres son instalaciones residenciales donde las mujeres embarazadas viven durante las últimas semanas de gestación y desde las cuales pueden ser trasladadas fácilmente a un hospital equipado para prestar atención obstétrica de urgencia o atención experta durante el parto. La expansión de las casas de espera para madres se ha asociado a una prevención de las complicaciones obstétricas. En este documento se examina cómo se han implementado las casas de espera para madres en América Latina, se analiza su evolución, las necesidades específicas que presentan en distintos países y su impacto en los resultados de salud materna y neonatal en toda la Región. La metodología de este estudio se basó en una revisión narrativa exhaustiva de la bibliografía disponible en las bases de datos en línea PubMed, Google Scholar, EBSCOhost y SciELO en español, inglés y portugués con el empleo de una búsqueda por palabras clave que incluían la región latinoamericana y los nombres de los países, y en conversaciones mantenidas con referentes clave de Cuba. Los resultados muestran que, en América Latina, las casas de espera para madres se implementaron por primera vez en Cuba en 1962 y, años más tarde, en Chile, Nicaragua, Guatemala, Honduras, Perú, Brasil, Panamá, Paraguay, México y Colombia, en ese orden. En todos estos países, las casas de espera para madres se establecieron como estrategia para reducir la mortalidad materna, aunque con modelos diversos de financiamiento y niveles distintos de calidad y uniformidad de los servicios. La participación comunitaria, la sensibilidad cultural, la sostenibilidad del financiamiento, la autonomía de las mujeres, la amplitud y la calidad de los servicios, y la evolución de las casas de espera para madres más allá de su propósito original son algunos de los temas que surgieron en nuestros resultados. Mientras que países como Chile, Panamá y Perú han modificado los diseños y operaciones de las casas de espera para madres para incorporar prácticas tradicionales indígenas de parto y preferencias culturales, países como Brasil, Cuba y Paraguay se han centrado en prácticas que priorizan los resultados numéricos por encima de las experiencias y la autonomía de las mujeres. Nuestros resultados sugieren que existe una brecha crítica entre el diseño teórico de los programas de casas de espera para madres y su implementación práctica. La evolución de las casas de espera para madres sugiere que, más allá de sus fines originales, abordan una amplia gama de necesidades, como proporcionar apoyo materno adaptado a las diferencias culturales y apoyo psicosocial en la primera infancia. Las casas de espera para madres pueden ser eficaces para reducir la mortalidad materna y neonatal cuando se incorporan a estrategias más amplias de salud materna. Los países con una mortalidad materna persistentemente alta, en especial los que presentan barreras geográficas para acceder a la atención de salud, podrían beneficiarse de la incorporación de las casas de espera para madres. Un resultados notable fue que no encontramos casas de espera para madres en ninguno de los países de la Región que tienen las tasas de mortalidad materna más altas (Haití, Venezuela, Bolivia, Jamaica y República Dominicana). A casa da gestante é uma instituição residencial que acolhe gestantes nas semanas finais de gestação e facilita sua transferência para hospitais equipados para oferecer atendimento obstétrico de emergência ou atenção qualificada ao parto. A expansão da casa da gestante tem contribuído para prevenir complicações obstétricas. Este artigo analisa a implantação da casa da gestante na América Latina, examinando sua evolução, as necessidades específicas que atendem em diferentes países e seu impacto nos desfechos de saúde materna e neonatal na região. A metodologia do estudo se baseou na revisão narrativa exaustiva da literatura disponível nas bases de dados on-line PubMed, Google Scholar, EBSCOhost e SciELO em espanhol, inglês e português, usando palavras-chave que incluíram a região da América Latina e o nome dos países, bem como nas informações obtidas em conversas com informantes-chave em Cuba. As primeiras casas da gestante na América Latina foram implantadas em Cuba em 1962 e, posteriormente, em países como Chile, Nicarágua, Guatemala, Honduras, Peru, Brasil, Panamá, Paraguai, México e Colômbia. A implantação da casa da gestante nesses países é parte de uma estratégia para reduzir a mortalidade materna, embora apresentem diferentes modelos de financiamento e níveis variados de qualidade e uniformidade de serviços. Entre os temas emergentes identificados nos achados estão o envolvimento da comunidade, a sensibilidade cultural, a sustentabilidade do financiamento, a autonomia das mulheres, a abrangência e a qualidade dos serviços e a evolução da casa da gestante para além do seu propósito inicial. Enquanto países como Chile, Panamá e Peru modificaram o modelo e o funcionamento da casa da gestante para incorporar práticas tradicionais de parto e preferências culturais indígenas, outros como Brasil, Cuba e Paraguai se concentraram em práticas que priorizam resultados numéricos em vez da experiência e da autonomia das mulheres. Os achados sugerem que existe uma lacuna significativa entre o modelo teórico e a implementação prática dos programas de casa da gestante. A evolução desses programas sugere que a casa da gestante atende a uma série de necessidades para além do seu propósito original, como prestar assistência materna culturalmente apropriada, apoio psicossocial e cuidados na primeira infância. A casa da gestante pode contribuir para reduzir a mortalidade materna e neonatal quando incorporada como parte de estratégias mais amplas de saúde materna. A incorporação da casa da gestante pode beneficiar países em que a taxa de mortalidade materna continua elevada, especialmente onde existem importantes barreiras geográficas à atenção. Vale ressaltar que não há registro de casas da gestante nos países que possuem as maiores taxas de mortalidade materna na região: Haiti, Venezuela, Bolívia, Jamaica e República Dominicana.
HEARTS is the regional strategy led by the Pan American Health Organization to strengthen hypertension and diabetes control in primary health care. This report summarizes formative and process evidence from the ANDES trial in Puno, Peru, and its alignment with HEARTS implementation. We assessed 414 health facilities using an adapted World Health Organization Service Availability and Readiness Assessment (SARA-NCD), conducted 55 semi-structured interviews with health professionals, and applied the Hill-Bone adherence scale to 204 hypertensive patients. Facility readiness was 28% for hypertension and 29% for diabetes. Lower-level facilities - posts and basic health centers - showed markedly lower readiness (OR = 0.20 for hypertension; OR = 0.03 for diabetes). Provider interviews identified limited prioritization of hypertension, weak supply chains, and insufficient training. Mean adherence score was 48.3 ± 4.0 (medication 31.6 ± 3.5; appointment-keeping 5.98 ± 1.27; salt reduction 10.67 ± 1.18). Findings reveal major readiness gaps and systemic barriers to hypertension and diabetes management in high-altitude Andean regions. Community health worker-supported interventions such as ANDES can facilitate adoption of HEARTS strategies in resource-limited primary care settings. HEARTS es la estrategia regional de la Organización Panamericana de la Salud para fortalecer el control de la hipertensión y la diabetes en la atención primaria de salud. El objetivo de este artículo es resumir la evidencia formativa y de proceso del ensayo ANDES en la región andina de Puno (Perú), y su coherencia con la implementación de la estrategia HEARTS. Se analizaron 414 establecimientos de salud utilizando una versión adaptada de la herramienta Evaluación de la disponibilidad y preparación de los servicios para enfermedades no transmisibles (SARA-NCD, por su sigla en inglés) de la Organización Mundial de la Salud. Se realizaron 55 entrevistas semiestructuradas a profesionales de la salud y se aplicó la escala de adhesión de Hill-Bone a 204 personas con hipertensión. La preparación de los establecimientos de salud para la atención de personas con hipertensión fue del 28%, y del 29% para la atención de personas con diabetes. Los establecimientos de primer nivel de atención (puestos y establecimientos de salud periféricos) mostraron una preparación mucho menor (razón de posibilidades de 0,20 para la atención de personas con hipertensión y de 0,03 para la atención de personas con diabetes). En las entrevistas con los prestadores de atención de salud se detectó una priorización limitada de la hipertensión, una debilidad de las cadenas de suministro y una capacitación profesional insuficiente. La puntuación media de adhesión terapéutica fue de 48,3 ± 4,0 (adhesión a la medicación: 31,6 ± 3,5; cumplimiento de citas médicas: 5,98 ± 1,27 y reducción del consumo de sal: 10,67 ± 1,18). Los resultados revelan brechas importantes en la preparación y obstáculos sistémicos para el tratamiento de la hipertensión y la diabetes en los establecimientos de salud de primer nivel de las regiones andinas de gran altitud. Las intervenciones realizadas por agentes comunitarios de salud, como las del ensayo ANDES, pueden facilitar la adopción de la estrategia HEARTS en entornos de atención primaria con recursos limitados. HEARTS é a estratégia regional liderada pela Organização Pan-Americana da Saúde para fortalecer o controle da hipertensão arterial e do diabetes na atenção primária à saúde. Este relato resume as evidências formativas e de processo do estudo ANDES em Puno, Peru, e sua harmonização com a implementação da HEARTS. Foram avaliados 414 estabelecimentos de saúde utilizando uma versão adaptada da Avaliação da Disponibilidade e Prontidão de Serviços (SARA-NCD) da Organização Mundial da Saúde. Além disso, foram realizadas 55 entrevistas semiestruturadas com profissionais de saúde, e a escala de adesão de Hill-Bone foi aplicada a 204 pacientes hipertensos. O índice calculado de prontidão dos estabelecimentos foi de 28% para hipertensão arterial e 29% para diabetes. Os estabelecimentos de nível inferior — postos e unidades básicas de saúde — tiveram um índice de prontidão significativamente menor (razão de chances [RC] = 0,20 para hipertensão; RC = 0,03 para diabetes). As entrevistas com profissionais de saúde identificaram priorização limitada da hipertensão, cadeias de abastecimento frágeis e capacitação insuficiente. A pontuação média da adesão foi de 48,3 ± 4,0 (medicamentos 31,6 ± 3,5; comparecimento a consultas 5,98 ± 1,27; redução de sal 10,67 ± 1,18). Os achados revelam grandes lacunas na prontidão e barreiras sistêmicas para o manejo da hipertensão e do diabetes nas regiões do altiplano andino. Intervenções apoiadas por agentes comunitários de saúde, como o estudo ANDES, podem facilitar a adoção das estratégias da iniciativa HEARTS em ambientes de atenção primária com recursos limitados.
Identify the social determinants of therapeutic adherence among users of the primary health care system's cardiovascular health program (PSCV). Cross-sectional observational-descriptive study in two family health centers (CESFAM) in Valparaíso, Chile from March to June 2024. A total of 364 users over 18 years of age from the PSCV, selected through proportional stratified sampling, were surveyed. To identify the factors that influence therapeutic adherence, an ad hoc scale was designed that integrates the Morisky-Green-Levine-MMAS-4 test, the dimensions of the Rosenstock, Janz, and Becker health belief model, and the Dahlgren and Whitehead social determinants model. Descriptive statistics and chi-square tests were used to identify significant associations between adherence and individual, social, and structural factors. It was found that 65.1% of the individuals surveyed exhibited low therapeutic adherence, and 58.2% low pharmacological adherence. Adherence was significantly associated with personal characteristics (age), lifestyle factors (knowledge about their disease, motivation, adherence to medical monitoring and diet, low stress), support networks (family support), and living conditions (access and quality of care in the CESFAM, user satisfaction, and physical and economic barriers). The findings show the multidimensional influence of social and structural factors on adherence, emphasizing the centrality of the primary care level in managing cardiovascular diseases. Using a people-centered and territorial approach, implementation of strategies that include health education, psychosocial support, and the elimination of access barriers could improve therapeutic adherence. Identificar los determinantes sociales de la adherencia terapéutica de los usuarios del Programa de Salud Cardiovascular (PSCV) de la atención primaria de salud. Estudio observacional-descriptivo transversal en dos centros de salud familiar (CESFAM) de Valparaíso (Chile) entre marzo y junio del 2024. Se encuestaron 364 usuarios mayores de 18 años del PSCV, seleccionados mediante un muestreo estratificado proporcional. Para identificar los factores que inciden en la adherencia terapéutica, se diseñó una escala ad hoc que integra la prueba Morisky-Green-Levine-MMAS-4, las dimensiones del modelo de creencias en salud de Rosenstock, Janz y Becker, y del modelo de determinantes sociales de Dahlgren y Whitehead. Se utilizaron estadística descriptiva y pruebas de chi cuadrado para identificar asociaciones significativas entre adherencia y factores individuales, sociales y estructurales. El 65,1% de las personas encuestadas presenta baja adherencia terapéutica y el 58,2%, baja adherencia farmacológica. La adherencia se asocia significativamente con factores individuales (edad), de estilo de vida (conocimiento de la enfermedad, motivación, adherencia a controles y alimentación, bajo estrés), redes de apoyo (apoyo familiar) y condiciones de vida (acceso y calidad de la atención en los CESFAM, satisfacción del usuario, barreras físicas y económicas). Los hallazgos evidencian la influencia multidimensional de factores sociales y estructurales en la adherencia, subrayando la centralidad del nivel de atención primaria en el manejo de las enfermedades cardiovasculares. Desde un enfoque centrado en la persona y territorial, la implementación de estrategias que integren la educación en salud, el acompañamiento psicosocial y la eliminación de barreras de acceso podrían mejorar la adherencia terapéutica. Identificar os determinantes sociais da adesão terapêutica entre usuários do programa de saúde cardiovascular (PSCV) da atenção primária à saúde. Estudo transversal, descritivo e observacional em dois centros de saúde familiar (CESFAM) de Valparaíso, no Chile, entre março e junho de 2024. Entrevistaram-se 364 usuários do PSCV maiores de 18 anos, selecionados por amostragem estratificada proporcional. Para identificar os fatores que influenciam a adesão terapêutica, elaborou-se uma escala ad hoc que integra o teste de Morisky-Green-Levine (MMAS-4), as dimensões do modelo de crenças em saúde de Rosenstock, Janz e Becker e o modelo de determinantes sociais de Dahlgren e Whitehead. Utilizaram-se estatísticas descritivas e testes do qui-quadrado para identificar associações significativas entre a adesão e fatores individuais, sociais e estruturais. No total, 65,1% das pessoas entrevistadas apresentaram baixa adesão terapêutica, e 58,2% tiveram baixa adesão farmacológica. A adesão está significativamente associada a fatores individuais (idade), de estilo de vida (conhecimento da doença, motivação, adesão a medidas de controle e a uma alimentação saudável, baixo estresse), redes de apoio (apoio familiar) e condições de vida (acesso e qualidade da atenção nos CESFAM, satisfação do usuário, barreiras físicas e econômicas). Os achados evidenciam a influência multidimensional de fatores sociais e estruturais na adesão ao tratamento, destacando o papel central da atenção primária à saúde no manejo de doenças cardiovasculares. A partir de uma abordagem centrada na pessoa e no território, a implementação de estratégias que integrem a educação em saúde, o acompanhamento psicossocial e a eliminação de barreiras ao acesso poderia melhorar a adesão terapêutica.
To independently evaluate the World Health Organization (WHO) Skin Neglected Tropical Diseases (NTDs) application, focusing on the diagnostic performance of its underlying artificial intelligence model for leprosy detection. The primary objective was to determine the proportion of images in which leprosy appeared among the model's Top-5 diagnostic predictions. The secondary objective was to qualitatively analyze diagnostic error patterns. A data set of 439 anonymized clinical images from confirmed leprosy cases (1996-2024) was analyzed, spanning the full clinical spectrum (indeterminate, tuberculoid, borderline/dimorphous, and lepromatous/Virchowian forms) and including reactional and atypical presentations. After excluding 16 images due to processing errors, 423 images were retained: 367 classical leprosy lesions and 56 reactional or atypical leprosy-related presentations. All images were evaluated using the WHO desktop version of the visual classifier. Top-5 sensitivity (recall) for leprosy was estimated, alongside a qualitative error analysis focusing on intrapatient inconsistencies and challenging lesion types. The model achieved an overall Top-5 sensitivity (recall) of 84.9%, with higher sensitivity for classical lesions (87.2%) than for reactional or atypical presentations (69.6%). Qualitative review revealed inconsistent predictions for visually similar lesions from the same patient, and misclassifications concentrated among necrotic, inflammatory, and infiltrative lesions. The WHO Skin NTDs application demonstrates substantial promise as a clinical decision-support and educational tool, especially for classical leprosy. Performance gaps for reactional and atypical forms highlight the need for algorithmic refinement. Enhancing data set diversity and integrating patient-level context may improve diagnostic robustness. Evaluar de forma independiente la aplicación móvil de la Organización Mundial de la Salud (OMS) dirigida a las enfermedades cutáneas tropicales desatendidas (Skin NTDs App), centrándose en el desempeño diagnóstico de su modelo de inteligencia artificial subyacente en la detección de la lepra. El objetivo principal fue determinar la proporción de imágenes en las que la lepra aparecía entre las cinco mejores predicciones diagnósticas del modelo. El objetivo secundario fue analizar cualitativamente los patrones de error diagnóstico. Se analizó un conjunto de datos de 439 imágenes clínicas anonimizadas de casos confirmados de lepra (1996-2024), que abarcaban todo el espectro clínico (formas indeterminada, tuberculoide, limítrofe o dimórfica, y lepromatosa o virchowiana) e incluían presentaciones reactivas y atípicas. Tras descartar 16 imágenes debido a errores de procesamiento, se conservaron 423 imágenes: 367 lesiones clásicas de lepra y 56 presentaciones reactivas o atípicas relacionadas con la lepra. Todas las imágenes se evaluaron con la versión de escritorio del clasificador visual de la OMS. Se estimó la sensibilidad (capacidad de detección) para la lepra considerando las cinco primeras opciones diagnósticas propuestas por el modelo, junto con un análisis cualitativo de errores centrado en las incongruencias entre lesiones de un mismo paciente y en los tipos de lesiones difíciles de clasificar. El modelo alcanzó una sensibilidad general del 84,9% dentro de las cinco primeras predicciones diagnósticas, y mostró mayor sensibilidad para las lesiones clásicas (87,2%) que para las presentaciones reactivas o atípicas (69,6%). La revisión cualitativa puso de manifiesto incongruencias en las predicciones frente a lesiones visualmente similares de un mismo paciente, y se observó una concentración de errores de clasificación en las lesiones necróticas, inflamatorias e infiltrativas. La aplicación Skin NTDs App resulta muy prometedora como herramienta educativa y de apoyo para la toma de decisiones clínicas, sobre todo en el caso de la lepra clásica. Las diferencias de desempeño en el caso de las formas reactivas y atípicas hacen patente la necesidad de perfeccionar el algoritmo. Aumentar la diversidad de los conjuntos de datos e integrar el contexto a nivel del paciente podría mejorar la solidez diagnóstica. Avaliar de modo independente o aplicativo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para diagnosticar doenças tropicais negligenciadas relacionadas à pele — Skin Neglected Tropical Diseases ou Skin NTDs —, com foco no desempenho do modelo de inteligência artificial desse aplicativo para a detecção da hanseníase. O objetivo primário foi determinar a proporção de imagens nas quais a hanseníase aparecia entre as cinco primeiras previsões de diagnóstico do modelo. O objetivo secundário foi analisar qualitativamente os padrões de erros de diagnóstico. Analisou-se um conjunto de dados de 439 imagens clínicas anonimizadas de casos confirmados de hanseníase (de 1996 a 2024), abrangendo todo o espectro clínico (formas indeterminada, tuberculoide, limítrofe/dimorfa e lepromatosa/virchowiana), com a inclusão de manifestações reacionais e atípicas. Após a exclusão de 16 imagens devido a erros de processamento, foram mantidas 423 imagens: 367 lesões clássicas de hanseníase e 56 manifestações reacionais ou atípicas relacionadas à hanseníase. Todas as imagens foram avaliadas usando a versão para desktop do classificador visual da OMS. Estimou-se a sensibilidade (recall) dos cinco diagnósticos mais prováveis do aplicativo para a hanseníase e realizou-se uma análise qualitativa de erros, com foco em inconsistências intrapacientes e tipos de lesões desafiadoras. A sensibilidade (recall) global dos cinco diagnósticos mais prováveis do modelo foi de 84,9%, com maior sensibilidade para lesões clássicas (87,2%) do que para manifestações reacionais ou atípicas (69,6%). A análise qualitativa revelou previsões inconsistentes para lesões visualmente semelhantes do mesmo paciente e erros de classificação concentrados em lesões necróticas, inflamatórias e infiltrativas. O aplicativo Skin NTDs da OMS é bastante promissor como ferramenta educacional e de apoio à decisão clínica, especialmente no caso da hanseníase clássica. As lacunas no desempenho do aplicativo para as formas reacionais e atípicas destacam a necessidade de refinamento do algoritmo. Medidas como aumentar a diversidade do conjunto de dados e integrar o contexto do paciente podem melhorar a robustez do diagnóstico.
To assess compliance with smokefree regulations at hospitality venues in two cities 8 months after implementation of national regulations establishing 100% smokefree areas in all indoor workplaces, public places, and public transportation. A cross-sectional observational field study was conducted in the capital cities of the states of Puebla and Aguascalientes from October 6 to 21, 2023. Data was collected from a convenience sample of hospitality venues across six areas defined by income. A survey was conducted by trained data collectors to document compliance with smokefree indicators in all public areas of each venue 8 months after the national policy went into effect on January 14, 2023. The analysis included 410 venues (199 restaurants, 141 cafés, and 70 bars), among which nearly 80% were completely free of smoking and/or electronic device use; however, bars showed significantly lower levels of compliance. Cigarette butts and/or ashtrays were observed in fewer than 10% of venues, and "designated smoking area" signage was present in only 1.2%. No venues fully complied with the no smoking signage. Restaurants had the highest compliance for no smoking/e-cigarette use (87.9%), while bars had the lowest (47.1%). Puebla showed a higher level of compliance for all indicators compared with Aguascalientes. Middle-income areas had the highest level of compliance, while high-income areas had the lowest. The proportion of people who were observed smoking or using electronic devices differed significantly by venue area (indoor versus semi-outdoor). The findings of this cross-sectional study suggest that hospitality venues, except for bars, are largely in compliance with national smokefree regulations, despite confusion caused by litigation and misinformation from the tobacco companies and their allies. Given this, efforts to assess compliance with the smokefree regulations should be repeated once the litigation is resolved. Evaluar el cumplimiento de las regulaciones de ambientes libre de humo de tabaco en establecimientos de hostelería en dos ciudades ocho meses después de la aplicación de regulaciones nacionales que establecen zonas 100% libres de humo en todos los lugares de trabajo cerrados, lugares públicos y transporte público. Se realizó un estudio de campo, de tipo observacional y transversal, en las capitales de los estados de Puebla y Aguascalientes (México), del 6 al 21 de octubre del 2023. Los datos se recopilaron a partir de una muestra de conveniencia de establecimientos de hostelería de seis zonas definidas por su nivel de ingresos. Se llevó a cabo una encuesta realizada por recopiladores de datos con una capacitación específica para documentar el cumplimiento de los indicadores de prohibición de fumar en todas las zonas públicas de cada establecimiento ocho meses después de la entrada en vigor de esta política nacional el 14 de enero del 2023. El análisis incluyó 410 locales (199 restaurantes, 141 cafeterías y 70 bares), y en casi el 80% de ellos se constató una ausencia total de consumo de tabaco y de uso de dispositivos electrónicos; sin embargo, los bares mostraron niveles mucho más bajos de cumplimiento de la regulación. Se observaron colillas de cigarrillos o ceniceros en menos del 10% de los locales, y solo el 1,2% contaba con carteles que señalaban una zona habilitada para fumadores. Ningún local cumplía de manera cabal con las regulaciones sobre la señalización de la prohibición de fumar. Los restaurantes registraron el mayor cumplimiento de la prohibición de fumar y de usar dispositivos electrónicos (87,9%), mientras que los bares registraron el menor cumplimiento (47,1%). En Puebla se observó un mayor nivel de cumplimiento de todos los indicadores, en comparación con Aguascalientes. Las zonas de ingresos medianos registraron el mayor nivel de cumplimiento, mientras que las zonas de ingresos altos registraron el nivel más bajo. La proporción de personas a la que se observó fumando o utilizando dispositivos electrónicos variaba de manera significativa según la zona del recinto (interior en comparación con semiexterior). Los resultados de este estudio transversal sugieren que, con la excepción de los bares, los locales de hostelería cumplen en gran medida con las regulaciones nacionales de ambientes libre de humo de tabaco, a pesar de la confusión causada por los litigios y la información errónea divulgada por las tabacaleras y sus asociados. En vista de ello, una vez resuelto el litigio, deberían reanudarse los esfuerzos para evaluar el cumplimiento de las regulaciones antitabaco. Avaliar o cumprimento da legislação antifumo em espaços de hospitalidade de duas cidades 8 meses após a entrada em vigor da legislação nacional que instituiu ambientes 100% livres de fumaça em locais de trabalho fechados, espaços públicos e transporte coletivo. Realizou-se um estudo observacional transversal nas capitais dos estados de Puebla e Aguascalientes entre 6 e 21 de outubro de 2023. Os dados foram coletados de uma amostra de conveniência de espaços de hospitalidade distribuídos em 6 regiões definidas por nível de renda. A pesquisa foi conduzida por equipes treinadas em coleta de dados com o objetivo de documentar o cumprimento dos indicadores de ambientes livres de fumaça em áreas de uso coletivo de cada espaço de hospitalidade 8 meses após o início da vigência da política nacional em 14 de janeiro de 2023. A análise incluiu 410 espaços de hospitalidade, sendo 199 restaurantes, 141 cafeterias e 70 bares, entre os quais quase 80% estavam totalmente livres do tabagismo e/ou do uso de dispositivos eletrônicos para fumar. No entanto, o cumprimento da legislação foi significativamente menor nos bares. Observou-se a presença de bitucas e/ou cinzeiros em menos de 10% dos espaços e de sinalização de “área designada para fumantes” em apenas 1,2%. Nenhum espaço cumpria integralmente a sinalização de proibido fumar. O cumprimento da proibição do tabagismo e do uso de cigarros eletrônicos foi maior nos restaurantes (87,9%) e menor nos bares (47,1%). Em todos os indicadores, Puebla apresentou um nível mais alto de cumprimento em comparação com Aguascalientes. As áreas de renda média apresentaram o maior nível de cumprimento, ao passo que as áreas de alta renda apresentaram o menor. A proporção de pessoas observadas fumando ou usando dispositivos eletrônicos para fumar variou significativamente de acordo com a área do espaço (interno versus semi-externo). Os achados deste estudo transversal sugerem que, com exceção dos bares, a maioria dos espaços de hospitalidade cumpre a legislação nacional antifumo, mesmo diante da confusão causada pelos litígios e pela desinformação promovida pelas empresas de tabaco e seus aliados. Diante disso, deve-se reavaliar o cumprimento da legislação antifumo após a resolução desses litígios.
Tobacco use is a major modifiable risk factor for the four main noncommunicable diseases (NCDs) globally-cardiovascular diseases, chronic respiratory conditions, cancer, and diabetes. Addressing tobacco use through cessation interventions is therefore a cornerstone of comprehensive NCD prevention and control efforts. In this context, strengthening cessation support within primary health care has emerged as a high-impact and cost-effective strategy to accelerate progress toward NCD targets. Despite advances in tobacco control, cessation support remains insufficiently implemented across much of the Region of the Americas. This article examines progress made between 2007 and 2024 in implementing the World Health Organization (WHO)-recommended tobacco cessation measures, with a focus on the availability, cost coverage, and integration of services within health systems. Only 7 of the 35 countries in the Americas achieved the highest level of cessation support, which combines national free quit lines, the availability of nicotine replacement therapy (NRT), and the provision of cessation services with partial or full cost coverage. Although these countries represent over 70% of the population, disparities persist-particularly in the Caribbean and in lower-middle-income countries. Findings show that NRT and other pharmacological treatments are inconsistently available, treatment costs are often not covered, and quit lines operate in only 40% of countries. These gaps underscore the urgent need for stronger policies, sustainable financing, and improved health system coordination. Tobacco cessation must be prioritized as an essential health service, integrated into national NCD strategies, and supported by legal and institutional frameworks guaranteeing equitable access. Strengthening cessation is essential to reducing tobacco use and its health and economic burden across the Americas. El consumo de tabaco es un factor de riesgo importante y modificable para las cuatro principales enfermedades no transmisibles a nivel mundial: enfermedades cardiovasculares, trastornos respiratorios crónicos, cáncer y diabetes. Por lo tanto, abordar el consumo de tabaco mediante intervenciones para dejar abandonar el tabaco constituye una piedra angular de los esfuerzos integrales de prevención y control de las enfermedades no transmisibles. En este contexto, el fortalecimiento del apoyo para abandonar el tabaco en la atención primaria de salud se ha convertido en una estrategia de gran impacto y costo-efectiva para acelerar el progreso hacia los objetivos relacionados con las enfermedades no transmisibles. A pesar de los avances en el control del tabaco, el apoyo para abandonar el tabaco es aún insuficiente en gran parte de la Región de las Américas. En este artículo se examinan los avances logrados entre el 2007 y el 2024 en la aplicación de las medidas recomendadas por la Organización Mundial de la Salud (OMS) para abandonar el tabaco, centrándose en su disponibilidad, la cobertura del costo y la integración de los servicios en el sistema de salud. Solo 7 de los 35 países de la Región de las Américas alcanzaron el nivel máximo de las medidas de apoyo para abandonar el tabaco, que combinan líneas telefónicas nacionales específicas gratuitas para ayudar a dejar de fumar, la disponibilidad de terapia de reemplazo de nicotina y la prestación de servicios de cesación con cobertura parcial o total del costo. Aunque la población de estos países representa más del 70% del total de la Región, persisten las disparidades, sobre todo en el Caribe y en los países de ingresos bajos y medianos. Los resultados muestran que la terapia de reemplazo de nicotina y otros tratamientos farmacológicos no están disponibles de manera uniforme; los costos del tratamiento no suelen estar cubiertos para la población; y solo en el 40% de los países hay líneas telefónicas de ayuda para dejar de fumar. Estas deficiencias ponen de relieve la necesidad urgente de contar con políticas más sólidas, un financiamiento sostenible y una mejor coordinación del sistema de salud. El abandono del consumo de tabaco debe ser una prioridad como servicio de salud esencial, estar integrada en las estrategias nacionales contra las enfermedades no transmisibles y contar con el respaldo de marcos jurídicos e institucionales que garanticen un acceso equitativo. Fortalecer las medidas para dejar de fumar es esencial para reducir el consumo de tabaco, así como su carga para la salud y económica en toda la Región de las Américas. O uso do tabaco é um dos principais fatores de risco modificáveis para quatro doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) em nível mundial – doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, câncer e diabetes. Portanto, o combate ao uso do tabaco por meio de intervenções de cessação é um dos pilares dos esforços mais amplos de prevenção e controle das DCNTs. Nesse contexto, o fortalecimento do apoio à cessação ao uso do tabaco na atenção primária à saúde é uma estratégia custo-efetiva de alto impacto que pode acelerar o progresso rumo às metas para as DCNTs. Apesar dos avanços no controle do tabaco, o apoio à cessação continua sendo insuficiente em grande parte da Região das Américas. Este artigo analisa o progresso observado entre 2007 e 2024 na implementação das medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a cessação do uso do tabaco, com foco na disponibilidade, na cobertura dos custos e na integração de serviços nos sistemas de saúde. Apenas 7 dos 35 países da Região alcançaram o nível mais alto de apoio, oferecendo apoio telefônico em nível nacional com chamada gratuita para deixar de fumar, terapia de reposição de nicotina (TRN) e serviços de cessação do uso do tabaco com cobertura parcial ou total dos custos. Embora esses países somem mais de 70% da população regional, as disparidades ainda persistem, sobretudo no Caribe e em países de baixa e média renda. Observa-se falta de oferta regular de TRN e de outros tratamentos farmacológicos, cobertura insuficiente dos custos do tratamento e apoio telefônico para deixar de fumar disponível em apenas 40% dos países. Essas lacunas apontam a necessidade premente de políticas mais robustas, financiamento sustentável e melhor coordenação do sistema de saúde. A cessação do uso do tabaco precisa ser priorizada como serviço de saúde essencial, integrado às estratégias nacionais de DCNTs e amparado por marcos institucionais e legais que garantam acesso equitativo. Fortalecer a cessação é fundamental para reduzir o uso do tabaco e sua carga para a economia e para a saúde na Região das Américas.
Over the past two decades, countries in Latin America and the Caribbean have made substantial progress in strengthening research systems, in which the Pan American Health Organization (PAHO) Policy on Research for Health has been instrumental. Research agendas have emerged as a key mechanism to bridge national policy priorities with the production of relevant and timely evidence that is aligned with national health priorities. This paper explores the strategic role of health research agendas in aligning evidence generation with decision-making needs. Drawing on recent exercises conducted in the region, including a regional health research agenda for the Oropouche virus and the Costa Rican Social Security System (CCSS) research agenda, the paper highlights both the progress and persistent challenges in this process. A core contribution of these two examples is the introduction of the Matching Q-M tool, a decision-support resource that helps translate policy-relevant topics into well-formulated research questions and match them with appropriate methodological approaches to address them. By enhancing communication between policymakers and researchers, the potential for research agendas to inform relevant, feasible, and demand-driven studies can help to institutionalize and consolidate the role of research as a strategic lever for health equity and system improvement. In a region where the research community has made long-standing contributions, national research agendas can serve as a foundational element of more resilient, responsive, and evidence-informed health systems. En los últimos veinte años, los países de América Latina y el Caribe (ALC) han logrado importantes avances en el fortalecimiento de sus sistemas de investigación, y la Política de investigación para la salud de la Organización Panamericana de la Salud (OPS) ha sido fundamental en ese sentido. Las agendas de investigación han surgido como un mecanismo clave para vincular las prioridades de las políticas nacionales con la producción de evidencia que sea pertinente y oportuna, y que esté en consonancia con dichas prioridades nacionales en materia de salud. En este artículo se explora el papel estratégico de las agendas de investigación en salud para orientar la generación de evidencia hacia las necesidades de la toma de decisiones. Sobre la base de algunos ejercicios recientes llevados a cabo en ALC, como el programa regional de investigación en salud sobre el virus del Oropouche y la agenda de investigación de la Caja Costarricense de Seguro Social (CCSS), en este artículo se destacan tanto los avances como los desafíos que subsisten en este proceso. Una contribución fundamental de estos dos ejemplos es la introducción de la herramienta Matching Q-M, un recurso de apoyo para la toma de decisiones que ayuda a transformar los temas pertinentes para las políticas en preguntas de investigación bien formuladas y a vincularlas con los enfoques metodológicos apropiados para abordarlas.Al mejorar la comunicación entre los responsables de las políticas y los investigadores, el potencial de las agendas de investigación como base para realizar estudios pertinentes, factibles y que respondan a la demanda puede ayudar a institucionalizar y consolidar el papel de la investigación como un factor estratégico que impulse la equidad en la salud y la mejora del sistema. En una región donde la comunidad investigadora ha aportado muchas contribuciones perdurables, las agendas nacionales de investigación pueden sentar las bases para lograr sistemas de salud más resilientes, resolutivos y basados en la evidencia. Nas últimas duas décadas, os países da América Latina e do Caribe avançaram consideravelmente no fortalecimento dos sistemas de pesquisa, em que a política de pesquisa em saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem sido fundamental. As agendas de pesquisa surgiram como um mecanismo fundamental para conciliar as políticas nacionais prioritárias com a produção de evidências pertinentes e oportunas, alinhadas com as prioridades nacionais em matéria de saúde. Este artigo explora o papel estratégico das agendas de pesquisa em saúde no alinhamento da geração de evidências com as necessidades decisórias. Com base em exercícios recentes realizados na região, incluindo uma agenda regional de pesquisa em saúde para o vírus Oropouche e a agenda de pesquisa do Sistema de Seguridade Social da Costa Rica (CCSS), o documento destaca tanto os avanços quanto os desafios persistentes nesse processo. Uma contribuição essencial desses dois exemplos é a introdução da ferramenta Matching Q-M, um recurso de apoio à tomada de decisões que ajuda a traduzir temas pertinentes para as políticas públicas em questões de pesquisa bem formuladas e a combiná-las com abordagens metodológicas adequadas para abordar essas questões.Ao melhorar a comunicação entre os formuladores de políticas e os pesquisadores, o potencial das agendas de pesquisa para embasar estudos pertinentes, viáveis e orientados pela demanda pode ajudar a institucionalizar e consolidar o papel da pesquisa como fator estratégico para impulsionar a equidade em saúde e a melhoria do sistema. Em uma região onde a comunidade científica tem feito contribuições duradouras, as agendas nacionais de pesquisa podem servir como um elemento basilar de sistemas de saúde mais resilientes, sensíveis e pautados por evidências.
Front-of-pack labeling (FOPL) was implemented in Peru as a national prevention strategy, but little is known about its evaluation, impact, or effectiveness in nutrition and health. This scoping review shows the evidence on front-of-pack warning labels and nutrition and health variables in Peru. The search was conducted (September 2024 and June 2025) through electronic databases (MEDLINE, SciELO, CAB abstracts, FSTA, Scopus) and gray literature (VHL Regional Portal, ProQuest) on any FOPL study (any study design and setting) in Peru, complemented by a hand search of local theses. In total, 287 records were identified and 55 studies were included (15 peer-reviewed and 40 theses). Most studies were cross-sectional surveys among adults in Lima on FOPL awareness, attitudes, knowledge, purchase intention, and food consumption. A majority of studies reporting on attitudes (n = 20/24, 83%) and awareness (n = 10/13, 77%) found that most agreed that the policy is important and recognized it. Half of the studies reporting on knowledge and purchase intentions found that participants had a clear understanding of FOPL and used it to inform purchasing. Half of the studies that reported on dietary consumption (mostly theses) found that participants reported no change in FOPL product consumption. This review generally found high FOPL awareness and perceptions. Half of the studies showed a strong understanding and use of FOPL for purchasing decisions, and reported no change in the consumption of FOPL products in adults from Lima. More studies with stronger designs are needed to better understand the impact of FOPL on health outcomes. El etiquetado frontal de los envases se implementó en Perú como una estrategia nacional de prevención, pero poco se sabe sobre su evaluación, impacto o eficacia en materia de nutrición y salud. En esta revisión exploratoria se presenta la evidencia sobre el etiquetado frontal de los envases y las variables nutricionales y de salud en Perú. Se realizó una búsqueda (en septiembre del 2024 y en junio del 2025), en bases de datos electrónicas (MEDLINE, SciELO, CAB abstracts, FSTA, Scopus) y bibliografía gris (Biblioteca Virtual en Salud [BVS] de la OPS, ProQuest), de cualquier tipo de estudio sobre etiquetado frontal de los envases en Perú (sin importar su diseño o entorno), complementada con una búsqueda manual de tesis locales. En total, se encontraron 287 registros y se incluyeron 55 estudios (15 revisados por pares y 40 tesis). La mayor parte de los estudios fueron encuestas transversales realizadas a personas adultas de Lima sobre la concientización, las actitudes, el conocimiento, la intención de compra y el consumo de alimentos en relación con el etiquetado frontal. En la mayoría de los estudios que informaban sobre actitudes (n = 20/24, 83%) y concientización (n = 10/13, 77%) se observó que la mayor parte de las personas encuestadas estaba de acuerdo en que esta política era importante y la reconocía. En la mitad de los estudios que informaban sobre el conocimiento y las intenciones de compra se observó que las personas que participaron tenían una clara comprensión del etiquetado frontal y lo utilizaban para tomar decisiones de compra. En la mitad de los estudios que informaban sobre el consumo alimentario (en su mayoría tesis) se observó que las personas que participaron no indicaron ningún cambio en el consumo de productos que llevaban etiquetado frontal. En general, en esta revisión se encontró un alto grado de concientización y de percepción sobre el etiquetado frontal en los envases de alimentos. La mitad de los estudios mostraron que había un conocimiento y uso sólidos de la información en el etiquetado frontal para tomar decisiones de compra, y no informaron ningún cambio en el consumo de productos con etiquetado frontal en la población adulta de Lima. Se necesitan más estudios, con diseños mejor sustentados, para comprender mejor el impacto del etiquetado frontal en los resultados en materia de salud. A rotulagem frontal de embalagens foi implementada no Peru como uma estratégia nacional de prevenção, mas pouco se sabe sobre sua avaliação, impacto ou efetividade em termos de nutrição e saúde. Esta revisão de escopo apresenta as evidências sobre rotulagem frontal de advertência de embalagens e variáveis nutricionais e de saúde no Peru. A pesquisa foi realizada em setembro de 2024 e junho de 2025, a partir de bases de dados eletrônicas (MEDLINE, SciELO, CAB Abstracts, FSTA, Scopus) e literatura cinzenta (Portal Regional da BVS, ProQuest) sobre qualquer estudo de rotulagem frontal (qualquer desenho e contexto de estudo) no Peru, complementada por uma pesquisa manual de teses locais. No total, foram identificados 287 registros e incluídos 55 estudos (15 revisados por pares e 40 teses). A maioria dos estudos consistiu em pesquisas transversais entre adultos em Lima sobre conscientização, atitudes, conhecimento, intenção de compra e consumo alimentar relacionados à rotulagem frontal de embalagens. A maioria dos estudos que relataram atitudes (n = 20/24, 83%) e conscientização (n = 10/13, 77%) constatou que a maioria concordava que a política é importante e a reconhecia. Metade dos estudos que relataram conhecimentos e intenções de compra constatou que os participantes tinham uma compreensão clara da rotulagem frontal e a usavam para embasar suas compras. Metade dos estudos que relataram o consumo alimentar (teses em sua maioria) revelou que os participantes não relataram mudanças no consumo de produtos com rotulagem frontal. Esta revisão constatou, de modo geral, um alto nível de conscientização e percepção sobre a rotulagem frontal de embalagens. Metade dos estudos demonstrou uma forte compreensão e uso da rotulagem frontal para a tomada de decisões de compra, e não registrou mudanças no consumo de produtos com rotulagem frontal em adultos de Lima. São necessários mais estudos com desenhos mais robustos para melhorar a compreensão do impacto da rotulagem frontal nos desfechos de saúde.
To assess patient-reported experiences of access to services along the Cardio-Cerebrovascular and Metabolic Comprehensive Healthcare Pathways (CVD-RIAS) among patients with hypertension and/or diabetes in two primary health care networks in Bogotá, highlighting achievements and identifying remaining challenges to integrated care. Cross-sectional descriptive analysis using baseline data from patients with confirmed hypertension and/or type 2 diabetes enrolled in CVD-RIAS. In-person surveys and linked clinical records were used to examine access experiences across consultations, tests, prescriptions, and medication delivery. Results were stratified by age, education, income, and Charlson Comorbidity Index. Of 1 258 patients, 85.5% reported no access issues for hypertension or diabetes care. Most (80%) rated contact frequency positively; most contacted were general physicians and pharmacies. Most patients contacted at least one professional (99.6%), received diagnostic tests (88%,) and obtained some or all prescribed medications (97.3%). Sixty percent accessed specialists, mostly through the assigned network. Median specialist wait was two months, longer for high-risk and higher-income patients. Perceptions were split: 45% found wait times reasonable, 45% did not. Ratings of contact frequency, wait times, and access to referred services varied by sociodemographic characteristics. Overall, patient care pathways were aligned with milestones defined in CVD-RIAS. The CVD-RIAS model is achieving goals of expanding access to services, aligning care delivery with clinical risk, and fostering positive patient experiences. These findings reflect progress toward risk-based, integrated service delivery. Remaining gaps - incomplete medication supply and difficulties accessing referred services - underscore the need for efforts to enhance coordination and equity. Evaluar las experiencias comunicadas por pacientes con hipertensión, diabetes o ambas en dos redes de atención primaria de salud de Bogotá sobre el acceso a los servicios de la Ruta Integral de Atención en Salud para enfermedades cardio-cerebro-vasculares y metabólicas (RIAS-ECV). Se destacan los logros y se determinan los desafíos pendientes para la atención integrada. Análisis descriptivo transversal mediante el uso de los datos iniciales de pacientes con hipertensión confirmada, diabetes tipo 2 o ambas, inscritos en la RIAS-ECV. Se utilizaron encuestas presenciales y las historias clínicas vinculadas para examinar las experiencias de acceso a consultas, pruebas, recetas y dispensación de medicamentos. Los resultados se estratificaron por edad, nivel educativo, ingresos y el índice de comorbilidad de Charlson. De los 1258 pacientes encuestados, el 85,5% no informó de problemas de acceso a la atención de salud para la hipertensión o la diabetes. La mayoría (80%) otorgó una valoración favorable a la frecuencia de los contactos, que en su mayor parte fueron con los médicos generales y las farmacias. La mayoría de los pacientes contactaron al menos a un profesional (99,6%), fueron examinados mediante pruebas diagnósticas (88%) y obtuvieron algunos de los medicamentos recetados o todos ellos (97,3%). El 60% acudió a especialistas, en su mayoría a través de la red asignada. La mediana de tiempo de espera para la visita al especialista fue de dos meses. y fue mayor en los pacientes de riesgo alto y con ingresos superiores. Las opiniones al respecto estuvieron divididas: el 45% consideró que los tiempos de espera eran razonables, mientras que el 45% no consideró que fuera así. Las valoraciones sobre la frecuencia de los contactos, los tiempos de espera y el acceso a los servicios de derivación variaron según las características sociodemográficas. En general, las vías de atención al paciente se ajustaron a los hitos definidos en la RIAS-ECV. El modelo RIAS-ECV está logrando los objetivos de ampliar el acceso a los servicios, adaptar la atención de salud al riesgo clínico y fomentar experiencias positivas para los pacientes. Estos resultados reflejan el progreso hacia una prestación de servicios integrada y basada en el riesgo. Las deficiencias que aún persisten, como el suministro incompleto de medicamentos y las dificultades para acceder a la derivación a otros servicios, ponen de relieve la necesidad de aplicar medidas para mejorar la coordinación y la equidad. Avaliar as experiências relatadas pelos pacientes sobre o acesso a serviços ao longo dos Fluxos Integrais de Atenção à Saúde Cardiocerebrovascular e Metabólica (RIAS CCVM, na sigla em espanhol) entre pacientes com hipertensão arterial e/ou diabetes em duas redes de atenção primária à saúde em Bogotá, destacando as conquistas e identificando os desafios remanescentes para oferecer cuidados integrados. Análise descritiva transversal utilizando dados de linha de base de pacientes com diagnóstico confirmado de hipertensão arterial ou diabetes tipo 2 inscritos no RIAS CCVM. Foram utilizadas pesquisas presenciais e registros clínicos vinculados para examinar as experiências de acesso a consultas, exames, prescrições e entrega de medicamentos. Os resultados foram estratificados por idade, escolaridade, renda e índice de comorbidade de Charlson. Dos 1258 pacientes, 85,5% relataram não ter dificuldades de acesso a atenção à hipertensão arterial ou diabetes. A maioria (80%) avaliou positivamente a frequência de contato; os mais procurados foram os médicos generalistas e as farmácias. A maioria dos pacientes entrou em contato com pelo menos um profissional (99,6%), realizou exames diagnósticos (88%) e obteve alguns ou todos os medicamentos prescritos (97,3%). Sessenta por cento consultaram especialistas, principalmente através da rede designada. A mediana do tempo de espera por um especialista foi de dois meses, sendo mais longa para pacientes de alto risco e de renda mais elevada. As percepções estavam divididas: 45% consideraram os tempos de espera razoáveis, 45%, não. As avaliações sobre a frequência de contato, o tempo de espera e o acesso a serviços após encaminhamento variaram conforme as características sociodemográficas. De modo geral, os percursos de atenção ao paciente estavam alinhados com os marcos definidos no RIAS CCVM. O modelo de RIAS CCVM tem ampliado o acesso aos serviços, alinhando a oferta de cuidados ao risco clínico e promovendo experiências positivas para os pacientes. Esses resultados refletem os avanços na prestação de serviços integrados e baseados no risco. As lacunas remanescentes — fornecimento incompleto de medicamentos e dificuldades de acesso aos serviços após encaminhamento — ressaltam a necessidade de aprimorar a coordenação e a equidade.
To compare sociodemographic and clinical characteristics and the outcome severity between confirmed cases of Oropouche fever and dengue in the state of Espírito Santo, Brazil. A cross-sectional study used secondary data from the state health surveillance system of Espírito Santo, 2024-2025. The study includes laboratory-confirmed cases of Oropouche fever and dengue. The authors calculated absolute and relative frequencies of variables. Pearson's chi-square and Fisher's exact tests assessed differences. Firth's penalized logistic regression estimated odds ratios (OR) for severe manifestations and death, with 95% confidence intervals (95% CI). A total of 12 135 OF cases and 18 018 dengue cases were confirmed. Compared with dengue cases, Oropouche fever was more prevalent among males (53.5%), white individuals (56.3%), and residents of rural and peri-urban areas (52.1%). Fever (84.5% vs. 78.7%), headache (83.9% vs. 72.1%), and myalgia (76.5% vs. 67.5%) were the most common symptoms in both groups, with significantly higher proportions among Oropouche fever cases. Dengue cases showed higher odds of progressing to severe disease (OR 15.35; 95% CI 10.60-22.23) and death (OR 2.09; 95% CI 1.10-3.98). Oropouche fever and dengue presented overlapping clinical profiles; however, Oropouche fever was more frequent in rural and peri-urban areas. Dengue was associated with greater severity and lethality. These findings underscore the importance of surveillance to support strategies for monitoring, clinical management, and control, while accounting for the distinct epidemiological and clinical profiles of Oropouche fever and dengue. Comparar las características sociodemográficas y clínicas, así como la gravedad de los desenlaces, en los casos confirmados de fiebre del Oropuche y dengue en el estado de Espírito Santo, Brasil. Se llevó a cabo un estudio transversal en el que se utilizaron datos secundarios del sistema estatal de vigilancia de salud de Espírito Santo en el periodo 2024-2025. En el estudio se incluyen casos con confirmación de laboratorio de fiebre del Oropuche y dengue. Los autores calcularon la frecuencia absoluta y relativa de las variables. Las diferencias se evaluaron mediante la prueba de ji al cuadrado de Pearson y la prueba exacta de Fisher. Se utilizó una regresión logística penalizada de Firth para estimar los cocientes de posibilidades (OR, por su sigla en inglés) para las manifestaciones graves y la muerte, con intervalos de confianza del 95% (IC del 95%). Se confirmaron un total de 12 135 casos de fiebre del Oropuche y 18 018 casos de dengue. La fiebre del Oropuche fue más prevalente en los hombres (53,5%), las personas blancas (56,3%) y las residentes de zonas rurales y periurbanas (52,1%) en comparación con los casos de dengue. La fiebre (84,5% frente al 78,7%), el dolor de cabeza (83,9% frente al 72,1%) y la mialgia (76,5% frente al 67,5%) fueron los síntomas más frecuentes en ambos grupos, con proporciones significativamente más altas en los casos de fiebre del Oropuche. Los casos de dengue mostraron una mayor probabilidad de progresión a una enfermedad grave (OR 15,35; IC del 95%: 10,60-22,23) y de muerte (OR 2,09; IC del 95%: 1,10–3,98). La fiebre del Oropuche y el dengue presentaron perfiles clínicos solapados; Sin embargo, la fiebre de Oropuche fue más frecuente en las zonas rurales y periurbanas. El dengue se asoció a una mayor gravedad y letalidad. Estos resultados subrayan la importancia de la vigilancia para respaldar las estrategias de seguimiento, manejo clínico y control, teniendo en cuenta al mismo tiempo los perfiles epidemiológicos y clínicos diferentes de la fiebre del Oropuche y el dengue. Comparar as características sociodemográficas e clínicas e a gravidade dos desfechos entre casos confirmados de febre do Oropouche e dengue no estado do Espírito Santo, Brasil. Trata-se de um estudo transversal que utilizou dados secundários do sistema estadual de vigilância em saúde do Espírito Santo, entre 2024 e 2025. O estudo incluiu casos confirmados em laboratório de febre do Oropouche e dengue. Os autores calcularam as frequências absolutas e relativas das variáveis. Avaliaram-se as diferenças utilizando os testes qui-quadrado de Pearson e exato de Fisher. Utilizou-se a regressão logística com penalização de Firth para estimar a razão de chances (RC) para manifestações graves e morte, com intervalos de confiança de 95% (IC 95%). No total, foram confirmados 12 135 casos de febre do Oropouche e 18 018 de dengue. A febre do Oropouche foi mais prevalente entre homens (53,5%), indivíduos brancos (56,3%) e residentes de áreas rurais e periurbanas (52,1%) em comparação com os casos de dengue. Em ambos os grupos, os sintomas mais comuns foram febre (84,5% contra 78,7%), cefaleia (83,9% contra 72,1%) e mialgia (76,5% contra 67,5%), com proporções significativamente maiores nos casos de febre do Oropouche. Os casos de dengue apresentaram maior chance de progredir para a forma grave da doença (RC 15,35; IC 95%: 10,60 a 22,23) e morte (RC 2,09; IC 95%: 1,10 a 3,98). A febre do Oropouche e a dengue apresentaram perfis clínicos sobrepostos. No entanto, a febre do Oropouche foi mais frequente em áreas rurais e periurbanas. A dengue foi associada a maior gravidade e letalidade. Esses achados ressaltam a importância da vigilância para apoiar estratégias de monitoramento, manejo clínico e controle, levando em consideração os perfis epidemiológicos e clínicos distintos da febre do Oropouche e da dengue.
To estimate the association of social determinants, the urban environment, and public policies with the occurrence and evolution over time of homicides in Santiago de Cali, Colombia (2015-2024), to inform decision-making in public health and territorial planning. A mixed-methods approach was used. First, an ecological analysis of 2,264 neighborhood units using multivariable logistic regression evaluated the association between homicides and variables such as the multidimensional poverty index (MPI), unemployment, education, liquor-licensed establishments, and presence of state institutions between 2019 and 2024. Second, an interrupted time series (ITS) model and an autoregressive integrated moving average with exogenous variables (ARIMAX) time-series analysis were applied to analyze the effect of four municipal policies on the monthly homicide rate between 2010 and 2024. The MPI (odds ratio [OR]:1.45; p < 0.001), unemployment (OR: 1.30; p = 0.005), and density of liquor-licensed establishments (OR: 1.18; p = 0.027) were associated with a higher likelihood of homicides. Educational attainment had a protective effect (OR: 0.78; p = 0.006). A ban on male pillion riders on motorcycles reduced the homicide rate by 19% (incidence rate ratio [IRR]: 0.81; p = 0.005), whereas Casas de Justicia community justice centers led to a sustained -1.2 % monthly decline (p = 0.004). Homicidal violence in Cali is conditioned by structural inequalities and responds to specific municipal interventions. Policies can have immediate or sustained impacts. These findings allow for targeted resource allocation to critically affected territories, strengthening of community justice, and planning of intersectoral interventions on health, public safety, and development. Estimar la asociación entre los determinantes sociales, el entorno urbano y las políticas públicas y la ocurrencia y la evolución temporal de los homicidios en Santiago de Cali (2015–2024), para orientar decisiones en salud pública y en planificación territorial. Se utilizó un enfoque mixto. En primer lugar, un análisis ecológico mediante regresión logística multivariable en 2 264 unidades barriales entre el 2019 y el 2024 evaluó la asociación entre los homicidios y variables como el índice de pobreza multidimensional (IPM), el desempleo, la escolaridad, los expendios de licor y la presencia institucional. En segundo lugar, se aplicaron un modelo de series de tiempo interrumpidas (ITS, por sus siglas en inglés) y uno de análisis de series temporales que combina componentes autorregresivos, de media móvil y variables exógenas (ARIMAX) entre el 2010 y el 2024 para analizar el efecto de cuatro políticas municipales sobre la tasa mensual de homicidios. El IPM (razón de probabilidad [OR, por su sigla en inglés]:1,45; p <0,001), el desempleo (OR: 1,30; p = 0,005) y la densidad de expendios de licor (OR: 1,18; p = 0,027) se asociaron con mayor probabilidad de homicidios. La escolaridad tuvo un efecto protector (OR: 0,78; p = 0,006). La prohibición del acompañante masculino en moto redujo la tasa de homicidios en un 19% (razón de tasas de incidencia [IRR, por su sigla en inglés]: 0,81; p = 0,005), mientras que las Casas de Justicia causaron una caída sostenida de −1,2 % mensual (p = 0,004). La violencia homicida en Cali está condicionada por desigualdades estructurales y responde a intervenciones municipales específicas. Las políticas pueden tener impactos inmediatos o sostenidos. Los hallazgos permiten focalizar recursos en territorios críticos, fortalecer la justicia de proximidad y planificar intervenciones intersectoriales en salud, seguridad y desarrollo. Avaliar a relação entre os determinantes sociais, o ambiente urbano e as políticas públicas e a ocorrência e evolução temporal dos homicídios em Santiago de Cali (2015 a 2024), para orientar as decisões de saúde pública e planejamento territorial. Foi utilizada uma abordagem mista. Na primeira etapa, foi realizada uma análise ecológica por meio de regressão logística multivariável em 2 264 unidades de bairro entre 2019 e 2024 para avaliar a associação entre homicídios e variáveis como índice de pobreza multidimensional (IPM), desemprego, escolaridade, pontos de venda de bebidas alcoólicas e presença institucional. Na segunda etapa, foram aplicados um modelo de séries temporais interrompidas e um modelo de análise de séries temporais que combina componentes autorregressivos, de média móvel e variáveis exógenas (ARIMAX) entre 2010 e 2024 para analisar o efeito de quatro políticas municipais sobre a taxa mensal de homicídios. O IPM (razão de chances [RC]: 1,45; p <0,001), o desemprego (RC: 1,30; p = 0,005) e a densidade de pontos de venda de bebidas alcoólicas (RC: 1,18; p = 0,027) estavam associados a uma maior probabilidade de homicídios. A escolaridade teve um efeito protetor (RC: 0,78; p = 0,006). A proibição de acompanhantes do sexo masculino em motocicletas reduziu a taxa de homicídios em 19% (razão das taxas de incidência: 0,81; p = 0,005), ao passo que as Casas de Justiça levaram a uma queda sustentada de −1,2 % ao mês (p = 0,004). Em Cali, a violência homicida está associada a desigualdades estruturais e responde a intervenções municipais específicas. As políticas podem ter impactos imediatos ou sustentados. Os achados permitem concentrar recursos em territórios críticos, fortalecer a justiça de proximidade e planejar intervenções intersetoriais nas áreas de saúde, segurança e desenvolvimento.
Physical activity, fitness and nutrition influence health trajectories from childhood to adulthood and are linked to the risk of chronic diseases. Despite the urgency of prevention, there is a lack of longitudinal data about these health indicators among children in Puerto Rico. This 3-year study (2013-2016) followed 46 children from ages 7 to 9 years to assess their physical activity, fitness, nutrition and self-efficacy over time, and to explore the interrelationships among these indicators. Physical activity was measured using accelerometers, fitness via the FitnessGram assessment protocol, nutrition through 3-day dietary recall and self-efficacy with a questionnaire. Statistical analyses included repeated measures of analysis of variance, logistic regression and Spearman's correlations. Throughout the study, most participants failed to meet the physical activity guidelines for Americans, with girls being consistently less active and having higher percentages of body fat than boys. Fitness levels declined over time, particularly muscular strength and endurance. Self-efficacy was positively associated with muscular fitness and body composition. Despite caloric intake falling within general age-appropriate recommendations, the low levels of physical activity suggest there may be an imbalance between energy intake and expenditure. Early sex disparities in physical activity and fitness, coupled with low self-efficacy and high levels of sedentary time, underscore the urgent need for public health initiatives and school-based interventions that promote active lifestyles, improve nutrition and build self-efficacy, especially among girls. Schools are uniquely positioned to implement evidence-based strategies that can foster healthier behaviors and reduce long-term health risks among youth. La actividad física, el estado físico y la nutrición influyen en la salud desde la infancia hasta la edad adulta y están relacionados con el riesgo de padecer enfermedades crónicas. Si bien es urgente implementar medidas de prevención en salud, no hay datos longitudinales sobre estos indicadores de salud en la población infantil de Puerto Rico. En este estudio, llevado a cabo entre el 2013 y el 2016, se realizó un seguimiento de 46 menores de entre 7 y 9 años para evaluar su actividad física, estado físico, nutrición y autoeficacia a lo largo del tiempo, y explorar las interrelaciones entre estos indicadores. La actividad física se determinó mediante acelerómetros; el estado físico, con el protocolo de evaluación FitnessGram; la nutrición, mediante el recuerdo de alimentación de tres días; y la autoeficacia, con un cuestionario. En los análisis estadísticos se utilizaron mediciones repetidas de análisis de la varianza, regresión logística y correlaciones de Spearman. A lo largo del estudio, la mayoría de los participantes no cumplieron las directrices de actividad física recomendadas para la población estadounidense; las niñas realizaban menos actividad física y presentaban un porcentaje de grasa corporal mayor que los niños. La evaluación del estado físico puso de manifiesto una disminución con el transcurso del tiempo, en especial por lo que respecta a la fuerza muscular y la resistencia. La autoeficacia presentó una asociación positiva con la función muscular y la composición corporal. A pesar de que el consumo calórico se ajustaba a las recomendaciones generales adecuadas para la edad, los niveles bajos de actividad física sugieren un desequilibrio entre el consumo y el gasto energético. Las desigualdades tempranas entre los niños y las niñas en cuanto a la actividad física y el estado físico, junto con unos niveles bajos de autoeficacia y unos niveles altos de sedentarismo, subrayan la necesidad urgente de diseñar iniciativas de salud pública e intervenciones escolares que promuevan estilos de vida activos, mejoren la nutrición y fomenten la autoeficacia, en especial en las niñas. Las escuelas se encuentran en una posición privilegiada para implementar estrategias basadas en la evidencia que fomenten comportamientos más saludables y reduzcan los riesgos para la salud a largo plazo en la población infantil. A atividade física, a aptidão física e a nutrição influenciam a trajetória da saúde desde a infância até a idade adulta e estão associados ao risco de doenças crônicas. Apesar da urgência da prevenção, faltam dados longitudinais sobre esses indicadores de saúde entre as crianças em Porto Rico. Este estudo com duração de três anos (2013–2016) acompanhou 46 crianças de 7 a 9 anos para avaliar sua atividade física, aptidão física, nutrição e autoeficácia ao longo do tempo, bem como para explorar as interrelações entre esses indicadores. A atividade física foi medida com o uso de acelerômetros, a aptidão física por meio do protocolo de avaliação FitnessGram, a nutrição por meio de um recordatório alimentar dos últimos três dias e a autoeficácia por meio de um questionário. As análises estatísticas incluíram medidas repetidas de análise de variância, regressão logística e correlações de Spearman. Ao longo do estudo, a maioria dos participantes não atenderam às diretrizes de atividade física para estadunidenses, e as meninas se mostraram invariavelmente menos ativas e apresentaram porcentagens de gordura corporal mais altas do que as dos meninos. Os níveis de aptidão física diminuíram com o tempo, principalmente a força e a resistência muscular. A autoeficácia teve uma associação positiva com o condicionamento muscular e a composição corporal. Apesar de a ingestão calórica estar dentro das recomendações gerais adequadas para a idade, os baixos níveis de atividade física sugerem que pode haver um desequilíbrio entre a ingestão e o gasto de calorias. As disparidades precoces entre os sexos na atividade física e na aptidão física, aliadas a baixa autoeficácia e altos níveis de sedentarismo, ressaltam a necessidade urgente de iniciativas de saúde pública e intervenções escolares que promovam estilos de vida ativos, melhorem a nutrição e desenvolvam a autoeficácia, sobretudo entre as meninas. As escolas têm tudo para implementar estratégias baseadas em evidências capazes de promover comportamentos mais saudáveis e reduzir os riscos no longo prazo para a saúde entre os jovens.