This article aims to characterize the articles published in the Information and Communication section of the Journal Ciência & Saúde Coletiva over the last decade. The corpus for analysis was defined using records provided by the ScholarOne Manuscripts platform and consists of 28 articles. After systematizing quantitative variables, reading the articles identified themes and specific theoretical-methodological approaches. The analysis privileged disciplinary intersections within Collective Health. The results include topics with a long history of problematization and others typical of today. As the dramatic experience of the COVID-19 pandemic revealed, the intersection of the areas brought together in this section is growing. This intersection points to the complex social, cultural, political, economic and health challenges, as well as to the advancement of interdisciplinary lato sensu and stricto sensu postgraduate programs in Collective Health We conclude that this growth affirms the potential of Health Information and Communication and points to the increase of its presence in Ciência & Saúde Coletiva. O artigo tem como objetivo caracterizar os artigos publicados na Editoria de Informação e Comunicação da Revista Ciência & Saúde Coletiva na última década. O corpus da análise, definido a partir dos registros fornecidos pela plataforma ScholarOne Manuscripts, é constituído por 28 artigos. Após a sistematização de variáveis quantitativas, a leitura dos artigos permitiu a identificação dos temas e abordagens teórica-metodológicas específicas. Já a análise privilegiou as interseções disciplinares no território da Saúde Coletiva. Entre os resultados, são destacados a presença de temas com longo histórico de problematização e daqueles característicos do tempo presente, reveladores da crescente interseção propiciadas pelas áreas afins à editoria, a exemplo da dramática experiência da pandemia de COVID-19. Esta articulação indica, simultaneamente, a complexidade dos desafios sociais, culturais, políticos, econômicos e sanitários a serem enfrentados, mas também o avanço da pós-graduação lato e stricto sensu e da pesquisa interdisciplinar no campo da Saúde Coletiva. Concluímos que este crescimento afirma o potencial da Informação e Comunicação em Saúde e aponta para o incremento de sua presença na Ciência & Saúde Coletiva. Este artículo tiene como objetivo caracterizar los artículos publicados en la sección de Información y Comunicación de la Revista Ciência & & Saúde Coletiva durante la última década. El corpus de análisis, definido a partir de los registros proporcionados por la plataforma ScholarOne Manuscripts, consta de 28 artículos. Tras sistematizar las variables cuantitativas, la lectura de los artículos permitió la identificación de temas y enfoques teórico-metodológicos específicos. El análisis privilegió las intersecciones disciplinarias en el campo de la Salud Colectiva. Entre los resultados destacados se encuentra la presencia de temas con una larga historia de problematización junto con aquellos característicos del momento actual, lo que revela la creciente intersección de las áreas reunidas en esta editorial asociada, como la dramática experiencia de la pandemia de COVID-19. Esta articulación indica simultáneamente la complejidad de los desafíos sociales, culturales, políticos, económicos y de salud que se deben enfrentar, así como el avance de los programas de posgrado interdisciplinarios lato sensu y stricto sensu en el área de la Salud Colectiva. Concluimos que este crecimiento afirma el potencial de la Información y la Comunicación en Salud y apunta al aumento de su presencia en la Revista Ciência & Saúde Coletiva.
In 2025, Ciência & Saúde Coletiva celebrates its 30th anniversary. Over the years, the journal has evolved into an important platform for disseminating scientific knowledge. This article aims to commemorate the Journal's 30th anniversary by highlighting its two main features: its affiliation with an association (ABRASCO) and its thematic approach. The research focused on a specific time frame, analyzing the titles of thematic issues from the past five years. Thirteen thematic categories emerged among the 65 issues published between 2020 and 2024, reflecting current issues. With over three decades of existence, Ciência & Saúde Coletiva now celebrates its achievements with all those who contributed to the success of this journey while looking ahead to a highly challenging future. Em 2025, a Revista Ciência & Saúde Coletiva completa 30 anos e, ao longo desse tempo, o periódico evoluiu, tornando-se um importante espaço para a disseminação do conhecimento científico. O objetivo deste artigo é celebrar o 30º aniversário da Revista, apresentando as suas duas principais características: pertencer a uma Associação (Abrasco) e ser temática. Optou-se por fazer a pesquisa em um recorte de tempo, sendo analisados os títulos das edições temáticas dos últimos cinco anos. Das 65 edições publicadas entre 2020 e 2024, emergiram 13 categorias temáticas que vão ao encontro das questões atuais. Em três décadas de existência, Ciência & Saúde Coletiva celebra suas conquistas com todos que contribuíram para o sucesso desta jornada, olhando para um futuro desafiador. En 2025, Ciência & Saúde Coletiva cumple 30 años y, a lo largo de este tiempo, la revista ha evolucionado, convirtiéndose en un importante espacio para la difusión del conocimiento científico. El objetivo de este artículo es celebrar el 30º aniversario de la Revista, presentando sus dos principales características: pertenecer a una Asociación (Abrasco) y tener un enfoque temático. Se optó por realizar la investigación a partir de un recorte temporal, analizando los títulos de las ediciones temáticas de los últimos cinco años. De las 65 ediciones publicadas entre 2020 y 2024, surgieron 13 categorías temáticas que dialogan con cuestiones actuales. En sus tres décadas de existência, Ciência & Saúde Coletiva celebra sus logros junto a todos los que contribuyeron al éxito de esta trayectoria, mirando hacia un futuro lleno de desafíos.
We produced an analysis of the articles approved in 2024 in the social sciences area of the journal Ciência & Saúde Coletiva, based on two synergistic movements. The first mapped the topics covered, focusing on the emergence of the issue of social differences as markers of inequality. The second analyzed the theoretical-methodological approaches with a view to their emerging and consolidated manifestations. We concluded that the perspective of considering difference as a political construct related to the distribution of power that hierarchizes existences still seems to us to be little incorporated into research. Produzimos uma análise dos artigos aprovados no ano de 2024 na área de ciências sociais da revista Ciência & Saúde Coletiva, a partir de dois movimentos sinérgicos. O primeiro mapeou as temáticas abordadas tendo como foco a emergência da questão das diferenças sociais como marcadores de desigualdades. O segundo analisou as abordagens teórico-metodológicas tendo como horizonte as suas manifestações emergentes e consolidadas. Concluímos que a perspectiva de considerar a diferença como um constructo político relacionado à distribuição de poder que hierarquiza existências, nos parece ainda pouco incorporado nas pesquisas. Producimos una análisis dos artículos aprobados en el año 2024 en el área de ciencias sociales de la revista Ciência & Saúde Coletiva, a partir de dos movimientos sinérgicos. El primer mapa de áreas abordadas tiene como foco la emergencia de las diferencias sociales como marcadores de desigualdades. El segundo análisis como abordajes teórico-metodológicos tiene como horizonte sus manifestaciones emergentes y consolidadas. Concluimos que una perspectiva de considerar la diferencia como un constructo político relacionado con la distribución de poder que jerarquiza las existencias, nos parece todavía poco incorporado a las pesquisas.
This short story is a summary, written in the first person by the author who created the Journal Ciência & Saúde Coletiva, on behalf of the Brazilian Association of Collective Health, recalling its origins up to the 30th anniversary celebrated in this year, 2025. She recalls the context, the objective conditions and the timing of the journal's birth and its steps towards a strong presence in the field and for the SUS. In this context, she discusses its name, its characteristics, its mission and the steps it has taken over the years to reach its current maturity and the institutions that have helped leverage this process. The author highlights the day-to-day involvement of the Chief editors, the Team of Associate Editors, the Editorial Policy Council, Reviewers and, above all, the Executive Team responsible for technical quality, for the monthly presence of the journal and the management of themed issues and increasingly intense dissemination, with a view to popularizing science. As it was written in the first person, at the end, the author talks about the function of the intellectual in society and looks at the achievements of the present, calling the future editors to innovate without ever losing the pillars on which the journal was built. Esta pequena história constitui um resumo, escrito na primeira pessoa pela pesquisadora que criou a Revista Ciência & Saúde Coletiva, em nome da Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Nesse texto, ela rememora sua origem até os 30 anos comemorados neste ano de 2025. A autora lembra o contexto, as condições objetivas e a oportunidade do nascimento do periódico e seus passos rumo a uma presença marcante na área e para o SUS. Nesse contexto, discute seu nome, suas características, sua missão e os passos que ao longo dos anos foram dados para que atingisse sua maturidade atual e as instituições que ajudaram a alavancar esse processo. A autora ressalta, no cotidiano, o envolvimento dos Editores-chefes, da Equipe de Editores Associados, do Conselho de Política Editorial, Revisores e sobretudo da Equipe Executiva responsável pela qualidade técnica, assiduidade, gestão dos números temáticos e divulgação cada vez mais intensa, visando à popularização da ciência. Como foi escrito na primeira pessoa, ao final, a autora chama atenção para o papel do intelectual e olha para os alcances do presente. E fala com os futuros editores, convocando-os à inovação sem nunca perder os pilares sobre os quais a Revista foi construída. Este breve relato es una síntesis, escrita en primera persona por quien creó la Revista Ciência & Saúde Coletiva, en nombre de la Asociación Brasileña de Salud Colectiva, repasando sus orígenes hasta el 30º aniversario celebrado este año, 2025. El autor recuerda el contexto, las condiciones objetivas y el momento del nacimiento de la revista y sus pasos hacia una fuerte presencia en el campo y para el SUS. En este contexto, discute su nombre, sus características, su misión y los pasos que ha dado a lo largo de los años para alcanzar su madurez actual y las instituciones que han ayudado a apalancar este proceso. El autor destaca el día a día de los Editores-jefes, del Equipo de Editores Asociados, del Consejo de Política Editorial, Revisores y, sobre todo, del Equipo Ejecutivo responsable de la calidad técnica, de la presencia mensual de la Revista, de la gestión de los números temáticos y de una difusión cada vez más intensa, con vistas a la divulgación científica. Por estar escrito en primera persona, al final el autor destaca el papel del intelectual y repasa los logros de los editores presentes, llamando los futuros a innovar sin perder nunca los pilares sobre los que se construyó la Revista.
This article aims to identify and characterize the collection of reviews in the journal Ciência & Saúde Coletiva. We conducted a bibliometric study that included all articles classified as reviews published from 1996 and 2024. We identified 328 reviews, representing 4% of the journal's publications, which were analyzed in terms of authorship, institutional affiliation, reviewed works, number of citations, views, mentions on social networks, and topics covered. We observed a progressive increase in the publication and citation of reviews, emphasizing topics such as Public Health, social policies, violence, gender, racism, and Mental Health. We found institutional and thematic diversity despite the predominance of authors from the Southeast. The analysis also revealed gaps, such as the lack of discussions on artificial intelligence, climate change, and decoloniality. The study highlights the relevance of reviews as an instrument for the critical dissemination of knowledge in Public Health and suggests improvements in editorial policies to increase their visibility and scientific impact. Este artigo objetiva identificar e caracterizar o acervo de resenhas no periódico Ciência & Saúde Coletiva. Foi realizado um estudo bibliométrico, que incluiu todos os artigos classificados como resenha, publicados no período de 1996 a 2024. Foram identificadas 328 resenhas, representando 4% das publicações da revista, as quais foram analisadas quanto a autoria, filiação institucional, obras resenhadas, número de citações, visualizações, menções em redes sociais e temas abordados. Observou-se crescimento progressivo na publicação e citação das resenhas, com destaque para temas como saúde pública, políticas sociais, violência, gênero, racismo e saúde mental. Apesar da predominância de autores do Sudeste, constatou-se diversidade institucional e temática. A análise também revelou lacunas, como a ausência de discussões sobre inteligência artificial, mudanças climáticas, decolonialidade entre outros. O estudo destaca a relevância das resenhas como instrumento de difusão crítica do conhecimento na saúde coletiva e sugere aprimoramentos nas políticas editoriais para ampliar sua visibilidade e impacto científico. Este artículo busca identificar y caracterizar la colección de revisiones en la revista Ciência & Saúde Coletiva. Se realizó un estudio bibliométrico que incluyó todos los artículos clasificados como revisiones, publicados entre 1996 y 2024. Se identificaron 328 revisiones, que representan el 4% de las publicaciones de la revista, las cuales se analizaron en términos de autoría, afiliación institucional, trabajos revisados, número de citas, visualizaciones, menciones en redes sociales y temas abordados. Se observó un aumento progresivo en la publicación y citación de revisiones, con énfasis en temas como salud pública, políticas sociales, violencia, género, racismo y salud mental. A pesar del predominio de autores del sureste, se encontró diversidad institucional y temática. El análisis también reveló brechas, como la ausencia de discusiones sobre inteligencia artificial, cambio climático, decolonialidad, entre otros. El estudio destaca la relevancia de las revisiones como instrumento para la difusión crítica del conocimiento en salud pública y sugiere mejoras en las políticas editoriales para aumentar su visibilidad e impacto científico.
This article aimed to analyze the Epidemiology scientific production in the Journal Ciência & Saúde Coletiva in 2024, updating a previously published article that examined publications from 1996-2002, 2011, and 2019. The selection was based on a review of the title and abstract (and, in some cases, the methods) of the original research articles and systematic reviews. One hundred twenty-five (40.1%) of the 305 articles whose title was considered were classified as epidemiological studies. Regarding the thematic classification, the three most common were "Evaluation of health systems, policies, programs, and services" (16%), "Epidemiology of accidents, violence, and physical injuries" (13.6%), and "Epidemiology of adolescent health" (9.6%). Approximately 56% were descriptive/cross-sectional studies, 24.2% focused on the adult population, 47.4% were conducted in the universe of subjects, 46.4% had more than 5,000 participants, and 40.8% were from authors from the Southeast. The results point to notable changes compared to the previous article, with a decrease in descriptive/cross-sectional studies and an increase in time series trends and sample sizes, possibly explained by the strengthening of serial population-based surveys and the use of information from Brazilian information systems. O objetivo foi analisar a produção científica em Epidemiologia da revista Ciência & Saúde Coletiva em 2024, atualizando um artigo publicado anteriormente, quando foram analisadas as produções de 1996 a 2002, 2011 e 2019. A seleção foi feita a partir da leitura do título e do resumo (e em alguns casos dos métodos) dos artigos originais e de revisão sistemática. Dos 305 artigos que tiveram o título considerado, 125 (40,1%) foram classificados como sendo estudos epidemiológicos. Em relação à classificação temática, as três mais presentes foram “Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (16%), “Epidemiologia dos acidentes, violências e lesões físicas” (13,6%) e “Epidemiologia da saúde do adolescente” (9,6%). Cinquenta e seis por cento eram estudos descritivos/transversais, 24,2% com população adulta, 47,4% foram conduzidos no universo dos sujeitos, 46,4% contavam com mais que 5 mil participantes e 40,8% eram de autores da região Sudeste. Os resultados indicam mudanças importantes em relação ao artigo anterior, com queda dos estudos descritivos/transversais e crescimento daqueles de tendências em séries temporais e do tamanho das amostras, possivelmente explicado pelo fortalecimento no Brasil dos inquéritos de base populacional seriados e uso de informações provenientes de sistemas de informação. El objetivo fue analizar la producción científica en Epidemiología de la revista Ciência & Saúde Coletiva en 2024, actualizando un artículo previamente publicado, donde se analizaron las producciones de 1996 a 2002, 2011 y 2019. La selección se realizó con base en la lectura del título y el resumen (y en algunos casos de la metodología) de los artículos originales y revisiones sistemáticas. De los 305 artículos cuyo título se consideró, 125 (40,1%) se clasificaron como estudios epidemiológicos. En cuanto a la clasificación temática, las tres más frecuentes fueron “Evaluación de sistemas, políticas, programas y servicios de salud” (16%), “Epidemiología de accidentes, violencia y lesiones físicas” (13,6%) y “Epidemiología de la salud del adolescente” (9,6%). El 56% fueron estudios descriptivos/transversales, el 24,2% con población adulta, el 47,4% se realizaron en el universo de sujetos, el 46,4% contó con más de 5 mil participantes y el 40,8% fueron realizados por autores de la región Sudeste. Los resultados indican cambios importantes con respecto al artículo anterior, con una disminución de los estudios descriptivos/transversales y un aumento de los estudios de tendencias en series temporales y tamaño muestral, posiblemente explicado por el fortalecimiento en Brasil de las encuestas poblacionales seriadas y el uso de información de los sistemas de información.
Ciência & Saúde Coletiva Journal (C&SC) has become a recognized reference in the dissemination of scientific knowledge in the field of Health and Work. As part of the journal's 30th anniversary, this article presents a critical reflection on the advances, challenges, and emerging scenarios in Workers' Health (WH), based on its publications. Articles published between 1998 and 2024 were analyzed using data from SciELO and C&SC archives. In this period, 292 articles on WH were published, of which 171 were empirical studies focused on specific occupational groups, with particular emphasis on industrial workers (14%), healthcare workers (12.9%), and rural workers (9.9%). The publications featured diverse theoretical and methodological approaches, with a predominance of qualitative studies (35.9%), epidemiological studies 32.7%), and studies on WH policies (17.1%). A lack of research on emerging topics such as remote work and algorithmic management was noted, along with the invisibility of groups such as quilombolas, Indigenous peoples, domestic workers, and LGBTQIA+ workers. These gaps highlight ethnic-racial, gender, and epistemological inequalities, reflected in the underrepresentation of specific topics and groups. The analysis reaffirms C&SC's role in promoting the value of Workers' Health and fostering inclusive and transformative knowledge. A Revista Ciência & Saúde Coletiva (C&SC) consolidou-se como espaço de excelência na difusão do conhecimento científico em Saúde e Trabalho. No marco dos 30 anos da revista, este artigo apresenta uma reflexão crítica sobre os avanços, desafios e novos cenários para a Saúde do Trabalhador/a (ST), a partir de suas publicações. Foram analisados artigos entre 1998 e 2024, com base em dados do SciELO e dos arquivos da C&SC. No período analisado, foram publicados 292 artigos em ST, dos quais 171 consistem em estudos empíricos voltados a categorias ocupacionais específicas, com destaque para trabalhadores da indústria (14%), dos serviços de saúde (12,9%) e trabalhadores ru rais (9,9%). As publicações apresentam abordagens teórico-metodológicas diversas, com predomínio de estudos qualitativos (35,9%), epidemiológicos (32,7%) e em políticas de ST (17,1%). Observou-se ausência de estudos sobre temas recentes como trabalho remoto e gestão algorítmica, além da invisibilidade de grupos como quilombolas, povos originários, trabalhadores domésticos e LGBTQIA+. Tais lacunas evidenciam desigualdades étnico-raciais, de gênero e epistemológicas, refletidas na sub-representação de temas e grupos. A análise reafirma o papel da C&SC na valorização da ST e na promoção de conhecimento inclusivo e transformador. La Revista Ciência & Saúde Coletiva (C&SC) se ha consolidado como un espacio de excelencia para la difusión del conocimiento científico en Salud y Trabajo. En el marco del 30º aniversario de la revista, este artículo presenta una reflexión crítica sobre los avances, desafíos y nuevos escenarios para la Salud de los Trabajadores (ST), a partir de sus publicaciones. Se analizaron artículos de 1998 a 2024, con base en datos de SciELO y del archivo de C&SC. Durante el período analizado, se publicaron 292 artículos sobre ST, de los cuales 171 consistieron en estudios empíricos centrados en categorías ocupacionales específicas, con foco en trabajadores industriales (14%), servicios de salud (12,9%) y trabajadores rurales (9,9%). Las publicaciones presentaron diversos enfoques teóricos y metodológicos, con predominio de estudios cualitativos (35,9%), estudios epidemiológicos (32,7%) y estudios de políticas de ST (17,1%). Se observó una falta de estudios sobre temas recientes como el teletrabajo y la gestión algorítmica, así como la invisibilidad de grupos como quilombolas, pueblos indígenas, trabajadoras del hogar y personas LGBTQIA+. Estas brechas ponen de relieve las desigualdades etnoraciales, de género y epistemológicas, que se reflejan en la escasa representación de temas y grupos. El análisis reafirma el papel de la C&SC en la valoración de la salud laboral y la promoción del conocimiento inclusivo y transformador, con el potencial de fortalecer las políticas públicas y garantizar la equidad en la salud de los trabajadores.
Systematic review of articles on mental health published between 2020 and 2025 in the journal Ciência & Saúde Coletiva. Building on a previous study covering the first twenty-five years of the journal's publications, this review aimed to identify continuities and changes in the most frequent approaches, as well as the emergence of underexplored themes such as mental health in relation to race, gender, violence, and the climate crisis. A total of 162 articles were analyzed, categorized into: epidemiological studies/psychiatric classifications; sociocultural transformations of madness; clinical care in substitute services; implementation and expansion of the service network; the role of Primary Health Care; mental health of children and adolescents; substance use; legislative changes; and others (including mental health of workers, the COVID-19 pandemic, the prison system, housing, race, and therapeutic communities). A significant increase was observed in discussions about child and adolescent mental health, along with advances in topics related to Primary Health Care and clinical practices in substitute services. However, emerging issues such as gender, race, aging, and mental health related to disasters and the environment remain underrepresented in the journal's publications. Revisão sistemática da produção de artigos sobre saúde mental no período de 2020 a 2025 na revista Ciência & Saúde Coletiva. Com base em estudo anterior sobre os vinte e cinco primeiros anos de publicações da revista, buscou-se identificar permanências e mudanças nas abordagens mais frequentes, além do surgimento de temas pouco explorados, como saúde mental em relação a racialidades, gênero, violência e crise climática. Foram analisados 162 artigos, organizados nas categorias: estudos epidemiológicos/categorias psiquiátricas; transformações socioculturais da loucura; clínica/cuidado nos serviços substitutivos; implantação e capilaridade da rede de serviços; papel da Atenção Primária em Saúde; saúde mental de crianças e adolescentes; uso de drogas; mudanças legislativas; e outros (que inclui saúde mental de trabalhadores, pandemia de COVID-19, sistema prisional, moradia, raça e comunidades terapêuticas). Observou-se aumento significativo nas discussões sobre saúde mental de crianças e adolescentes, além de avanços nos temas de Atenção Primária em Saúde e clínica nos serviços substitutivos. Contudo, assuntos emergentes como gênero, raça, envelhecimento e saúde mental relacionada a desastres e ao ambiente ainda têm pouca presença nas publicações da revista. Revisión sistemática de los artículos sobre salud mental publicados entre 2020 y 2025 en la revista Ciência & Saúde Coletiva. A partir de un estudio previo que abarcó los primeros veinticinco años de publicaciones de la revista, este trabajo tuvo como objetivo identificar continuidades y transformaciones en las temáticas recurrentes, así como el surgimiento de asuntos aún poco abordados, tales como las intersecciones entre salud mental, racialidades, género, violencia y crisis climática. Se analizaron 162 artículos, agrupados en las siguientes categorías: estudios epidemiológicos/clasificaciones psiquiátricas; transformaciones socioculturales en torno a la locura; atención clínica en servicios sustitutivos; implementación y expansión de redes de atención; rol de la Atención Primaria en Salud; salud mental de niñas, niños y adolescentes; consumo de sustancias; cambios legislativos; y otros (incluyendo salud mental de trabajadores, pandemia de COVID-19, sistema penitenciario, vivienda, raza y comunidades terapéuticas). Se constató un aumento significativo en las discusiones sobre la salud mental infantojuvenil, así como avances en torno a la Atención Primaria y a la clínica en servicios sustitutivos. No obstante, temas emergentes como género, raza, envejecimiento y salud mental vinculada a desastres y al medioambiente siguen siendo escasamente representados en las publicaciones de la revista.
This article aimed to analyze the scientific production of the Journal Ciência & Saúde Coletiva (C&SC) in the area of food and nutrition (F&N) from 2020 to 2024. We conducted a narrative review of the articles published in the period, and the publications were entered into a Microsoft Excel® spreadsheet to extract bibliometric characteristics. The data are presented in frequency distribution tables. Sixty-six articles were published in the 2020-2024 period, whose themes were Food Consumption (33.3%), F&N Policies and Programs (24.2%), Nutritional Status Assessment (22.7%), Environment and Food System (13.6%), Food Technology and Labeling (3.0%), Complementary Feeding (1.5%) and Food and Nutrition Education (1.5%). Comparing the percentage distribution of topics with the review of C&SC publications between 1996 and 2019, we observed an increase in studies on Food Consumption, A&N Policies and Programs, a decrease in articles on Nutritional Status Assessment, Complementary Feeding, and Food and Nutrition Education, and a lack of studies on Breastfeeding. New areas of interest emerged, such as Food Environment and Food Technology and Labeling. O objetivo do artigo foi analisar a produção científica da Revista Ciência & Saúde Coletiva (C&SC) na área de alimentação e nutrição (A&N) no período de 2020 a 2024. Realizou-se revisão narrativa dos artigos publicados no período. As publicações foram inseridas em uma planilha no Microsoft Excel® para a extração das características bibliométricas. Os dados são apresentados em tabelas de distribuição de frequência. No período de 2020-2024, foram publicados 66 artigos, cujos temas abordados foram: Consumo Alimentar (33,3%), Políticas e Programas de A&N (24,2%), Avaliação do Estado Nutricional (22,7%), Ambiente e Sistema Alimentar (13,6%), Tecnologia e Rotulagem de Alimentos (3,0%), Alimentação Complementar (1,5%) e Educação Alimentar e Nutricional (1,5%). Comparando-se a distribuição percentual dos temas com a revisão das publicações da C&SC entre 1996-2019, observou-se que houve aumento dos estudos sobre Consumo Alimentar, Políticas e Programas de A&N, queda nos artigos sobre Avaliação do Estado Nutricional, Alimentação Complementar e Educação Alimentar e Nutricional, e ausência de estudos sobre Aleitamento Materno. Novas áreas de interesse despontaram como Ambiente Alimentar, Tecnologia e Rotulagem de Alimentos. El objetivo fue analizar la producción científica de la Revista Ciência & Saúde Coletiva (C&SC) en el área de alimentación y nutrición (A&N) de 2020 a 2024. Se realizó una revisión narrativa de los artículos publicados. Las publicaciones se ingresaron en una hoja de cálculo de Microsoft Excel® para extraer las características bibliométricas. Los datos se presentan en tablas de distribución de frecuencias. En el período, se publicaron 66 artículos, cuyas temáticas fueron: Consumo de Alimentos (33,3%), Políticas y Programas de A&N (24,2%), Evaluación del Estado Nutricional (22,7%), Medio Ambiente y Sistema Alimentario (13,6%), Tecnología y Etiquetado de Alimentos (3,0%), Alimentación Complementaria (1,5%) y Educación Alimentaria y Nutricional (1,5%). Al comparar la distribución porcentual de los temas con la revisión de publicaciones de C&SC entre 1996 y 2019, se observó un aumento en los estudios sobre consumo de alimentos, políticas y programas de A&N, una disminución en los artículos sobre evaluación del estado nutricional, alimentación complementaria y educación alimentaria y nutricional, y una ausencia de estudios sobre lactancia materna. Surgieron nuevas áreas de interés, como entorno alimentario, tecnología y etiquetado de alimentos.
The article takes stock of how Environmental Health is inserted and addressed in the Journal Ciência & Saúde Coletiva (C&SC). Initially, references are made to the editor's words on the 20th anniversary of the Journal on the privileged focus and statistics up to that date. Secondly, it describes some Environmental Health definitions. Then, it presents the results of an analysis performed in all the volumes published in the last ten years based on articles published on the theme yearly. Results indicated variations and even a decline in the percentage of publications dedicated to the field, from 7% to 3%, despite the aggravated environmental crisis on the planet and the call from associations and publications of the health sector that health needs a planetary focus in health policies due to climatic changes and biodiversity loss. The themes in the articles published reveal rich evidence production for current and future actions, in contrast to a poor research agenda still addressed in C&SC. O artigo faz um balanço do modo como o tema da Saúde Ambiental vem sendo inserido e tratado na Ciência & Saúde Coletiva (C&SC). De início, cita palavras de seus editores chefe, no aniversário de 20 anos do periódico, sobre os enfoques privilegiados e algumas estatísticas sobre os temas publicados até aquela data. Em seguida, descreve algumas definições e a evolução do tema Saúde Ambiental. Posteriormente, retrata análise feita nos volumes dos 10 anos recentes, baseada em busca de artigos publicados no tema, anualmente. Resultados indicaram oscilações e até uma retração na porcentagem de publicações dedicadas ao tema, que caíram de 7% no período anterior, para 3%, em que pese o agravamento da crise ambiental no planeta e um apelo das associações e publicações da área da saúde de que a saúde precisaria um enfoque planetário, em que as ameaças de mudanças climáticas e a perda de biodiversidade precisariam ser incorporadas em políticas de saúde. Os temas dos artigos publicados revelam uma rica produção de evidências para embasar ações presentes e futuras, mas há uma agenda de pesquisa ainda pouco tratada no periódico. El artículo hace un balance de la forma en que el tema de la Salud Ambiental ha sido insertado y tratado en la Ciência & Saúde Coletiva (C&SC). En primer lugar, cita palabras de sus editores jefe, en el 20º aniversario de la revista, sobre los enfoques privilegiados y algunas estadísticas sobre los temas publicados hasta esa fecha. A continuación, se describen algunas definiciones y la evolución del tema de la Salud Ambiental. Posteriormente, se retrata un análisis realizado en los volúmenes de los últimos 10 años, a partir de una búsqueda de artículos publicados sobre el tema, anualmente. Los resultados indicaron oscilaciones e incluso una retracción en el porcentaje de publicaciones dedicadas al tema, que bajó del 7% en el período anterior, al 3%, a pesar del agravamiento de la crisis ambiental en el planeta y del llamado de las asociaciones y publicaciones del área de la salud a que la salud necesitaría un enfoque planetario, en el que las amenazas del cambio climático y la pérdida de biodiversidad deberían incorporarse a las políticas de salud. Los temas de los artículos publicados revelan una rica producción de evidencias para apoyar las acciones presentes y futuras, pero existe una agenda de investigación que aún es poco abordada en la revista.
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This review article aims to analyze the emphases addressed by research published in Health Education in the Journal Ciência & Saúde Coletiva over the last 10 years. Twenty-six of the 288 manuscripts submitted to Health Education from 2014 to 2024 and forwarded for peer review were accepted for publication. The published articles were analyzed under the hermeneutic-dialectical approach, and four themes were identified: (i) Health Training; (ii) Popular Education; (iii) Health Communication; and (iv) Relationships between Subjects, Knowledge, and Practices in Health. The themes were discussed to identify styles of thought and challenges in the production and publication of knowledge in Health Education within Collective Health. Este artigo de revisão visa analisar as ênfases abordadas pelas pesquisas publicadas na área de educação em saúde da Revista Ciência & Saúde Coletiva nos últimos 10 anos. Dos 288 manuscritos submetidos à área de educação em saúde entre 2014-24 e encaminhados para a avaliação de pares, 26 foram aceitos para publicação. Os artigos publicados foram analisados segundo a abordagem hermenêutico-dialética, sendo identificadas quatro temáticas: (i) Formação em saúde; (ii) Educação popular; (iii) Comunicação em saúde; e (iv) Relações entre sujeitos, saberes e práticas em saúde. As temáticas foram problematizadas com vistas à identificação de estilos de pensamento, assim como desafios na produção e publicação de conhecimentos na área de educação em saúde, no contexto da saúde coletiva. Este artículo de revisión tiene como objetivo analizar los énfasis abordados por las investigaciones publicadas en el área de educación en salud en la Revista Ciência & Saúde Coletiva, a lo largo de los últimos 10 años. De los 288 manuscritos enviados al campo de la educación en salud entre 2014 y 2024 y enviados para revisión por pares, 26 fueron aceptados para su publicación. Los artículos publicados fueron analizados según el enfoque hermenéutico-dialéctico, identificándose cuatro temas: (i) Formación en salud; (ii) Educación popular; (iii) Comunicación en materia de salud; y (iv) Relaciones entre sujetos, conocimientos y prácticas en salud. Los temas fueron problematizados con el objetivo de identificar estilos de pensamiento y desafíos en la producción y publicación de conocimiento en el área de la educación en salud, en el contexto de la salud colectiva.
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College students' mental health has become a pressing issue, demanding answers from educators and health professionals. Universities are seeking public health systems to address students' psychological distress and ensure access to care. This presents a new challenge for mental health public policies designed for extreme cases in low-income populations stigmatized as insane and denied citizenship. College students don't fit this frame. They are educated, productive, and socially competent even though they are affected by specific vulnerabilities linked to social markers of difference, in an intersectional perspective. In this article, we discuss the scientific production on college students' mental health through an integrative review of publications from the scientific journals "Saúde em Debate" and "Ciência & Saúde Coletiva" over 46 years (1976-2022). We identify a gap and stress the need to work with universities to create services that align with the reality and complexity of this issue. A saúde mental universitária se impôs à agenda pública, exigindo respostas de educadores e profissionais de saúde. As universidades buscam responder ao sofrimento psíquico de estudantes articulando-se à rede pública de atenção psicossocial para garantir acesso ao cuidado. Isto apresenta um novo desafio ao Campo da Saúde Mental: os serviços substitutivos foram pensados para demandas associadas aos quadros mais extremos de adoecimento mental, em uma população de baixa renda-escolaridade, atravessada pelo estigma da loucura e pela negação da cidadania. Os estudantes universitários não se inserem neste universo, são escolarizados e inseridos nos circuitos produtivos, ainda que atingidos por vulnerabilidades próprias a determinados marcadores sociais da diferença, em uma perspectiva interseccional. Neste artigo, discutimos a produção científica do Campo sobre saúde mental universitária, a partir da revisão integrativa de publicações das revistas científicas “Saúde em Debate” e “Ciência & Saúde Coletiva”, em um intervalo de 46 anos (1976-2022). Identificamos uma lacuna da produção sobre o tema e destacamos a necessária articulação com a universidade na constituição de uma rede de serviços que responda à realidade e complexidade do fenômeno. La salud mental universitaria se ha impuesto en la agenda pública, exigiendo respuestas de educadores y profesionales de la salud. Las universidades buscan responder al sufrimiento psicológico de los estudiantes trabajando con la red pública de atención psicosocial para garantizar el acceso a la atención. Esto representa un nuevo desafío para el campo de la Salud Mental: se diseñaron servicios sustitutos para las demandas asociadas a los casos más extremos de enfermedad mental en una población de bajos ingresos y baja educación afectada por el estigma de la locura y la negación de la ciudadanía. Los estudiantes universitarios no encajan en este universo, se educan e insertan en circuitos de producción, aunque afectados por vulnerabilidades propias de ciertos marcadores sociales de diferencia, desde una perspectiva interseccional. En este artículo, discutimos la producción científica del Campo sobre salud mental universitaria, a partir de la revisión integradora de publicaciones de las revistas científicas “Saúde em Debate” y “Ciência & Saúde Coletiva”, a lo largo de un período de 46 años (1976- 2022). Identificamos un vacío en la producción sobre el tema y destacamos la necesaria articulación con la universidad en la creación de una red de servicios que responda a la realidad y complejidad del fenómeno.
To determine the prevalence and disparities of COVID-19 among health care workers in Brazil. A survey was conducted among health care workers in five Brazilian cities. Disparities in the prevalence of COVID-19 were analyzed by professional category and region (North/Northeast versus South/Southeast). The sample was composed of 2,499 health care workers: 601 (24.1%) nursing technicians, 1,095 (43.8%) registered nurses, and 803 (32.1%) physicians. Recruitment and data collection were conducted online from May 21, 2020, to February 10, 2021, using respondent-driven sampling. The overall COVID-19 prevalence was 48.1% (95%CI: 43.4-52.9). The highest COVID-19 prevalence was identified among nursing technicians (52.8%; 95%CI: 44.4-61.0). Nursing technicians reported undergoing fewer PCR and COVID-19 tests compared to physicians. Nursing technicians and registered nurses in the North/Northeast regions who reported COVID-19 symptoms spent much of the first year of the pandemic without access to confirmatory testing. Furthermore, the risk of laboratory-confirmed COVID-19 was significantly lower for all occupational categories in the North and Northeast regions. COVID-19 rates among health care workers were exceptionally high and non-uniformly distributed. This mirrors the vast socioeconomic, cultural, and political differences and the difficulty in coordinating pandemic control actions in Brazil.
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The objective of this study is to analyze the knowledge, attitudes and practices (KAP) of physicians regarding abortion care in Brazil. We conducted a nationwide, hospital-based, cross-sectional study between 2021 and 2025 with 1,276 physicians working in public and private maternity hospitals. The KAP were assessed using a self-administered, anonymous questionnaire. Differences in proportions among the Brazilian regions were detected using the chi-square test, with a significance level of 0·05. One third of physicians were unfamiliar with Brazilian guidelines, only 25% had adequate knowledge about the non-hospital use of misoprostol and almost 40% reported that Manual Vacuum Aspiration (MVA) was never available in the service. Professionals in all regions reported very low agreement with permissions that would extend the legal termination of pregnancy in the country; the existence of prejudice and a lack of empathy toward women who likely terminated their pregnancies; and a high reliance on conscientious objection to not providing care to legal abortion. The results reinforce the need for training of medical professionals addressing women's sexual and reproductive rights beyond biological and clinical management aspects of abortion care, the involvement of other health professionals in clinical abortion care, and the guarantee of supplies for MVA.
Food biodiversity is vital for human health and the development of sustainable food systems. However, research on neglected and underutilized species is limited by funding, uneven research capacity, and the challenge of balancing ecological, cultural, and public health considerations, requiring innovative prioritization approaches. Using Brazil as a model, this study inventories 369 neglected food species across algae, aquatic fauna, wild terrestrial vertebrates, insects, mushrooms, and plants. A mixed-methods approach, combining expert knowledge and explainable AI (LightGBM and SHAP value analysis), identified key factors for prioritizing species for food composition and consumption studies. The inventory is dominated by plants (29.5%) and wild vertebrates (24.4%), with significant gaps in nutritional data, particularly for algae, insects, and wild vertebrates. Over 36,000 recipes using neglected species were identified. In both food composition (R2: 0.677) and consumption studies (R2: 0.782), recipe number and species occurrence across different states were the most influential features in predicting prioritization. These findings emphasize the role of cultural uses and local accessibility in shaping nutritional research priorities. We urge increased research on neglected species to bridge data gaps and integrate them into food systems, promoting sustainable diets in Brazil and other tropical regions.
To describe and analyze the regulatory arrangements used to expand access to beds and health services during Covid-19. This study, part of the Research for the SUS Program funded by Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) and the Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde (Sctie-MS) Fapesp/Sctie used mixed methods to investigate the management of network care to face Covid-19 in São Paulo. Data was collected via an electronic questionnaire sent to managers in 645 municipalities between November 2021 and February 2022, with the support of the São Paulo Council of Municipal Health Secretaries (COSEMS-SP). The responses were analyzed quantitatively and qualitatively, with a focus on regulating access to healthcare. 255 valid responses were collected (39.5% of São Paulo municipalities). Most municipalities regulated Covid-19 beds through the state regulation center (58%) and faced difficulties with access (53.7%), insufficient beds and 68.6% difficulties with hospitalization. The creation of new services was reported by 83.1%, and 70.0% implemented specific flows to expand access. In outpatient access, 54.5% used multiple regulation strategies. Financial resources were sufficient for 54.0% of the municipalities and 86.3% faced difficulties in acquiring supplies. Statistically significant associations were observed between municipal size and regulation variables. The Covid-19 pandemic has highlighted the importance of bed regulation and the unequal distribution between the public and private sectors. This study identified challenges such as insufficient beds, difficulties in admitting patients, and a reduction in outpatient services. Large municipalities have expanded beds through field hospitals and agreements with private hospitals. Small and medium-sized municipalities adopted regional strategies and multiple protocols. Regional coordination and state regulation were crucial in managing the response, but difficulties with supplies and human resources impacted on access. The incorporation of digital mechanisms and new regulatory strategies was important, despite the structural and political challenges that aggravated the emergency response. Descrever e analisar os arranjos de regulação empregados para a ampliação do acesso a leitos e serviços de saúde durante a covid-19. Estudo parte de pesquisa Programa Pesquisa para o SUS financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde (Sctie-MS), utilizando métodos mistos, investigou a gestão do cuidado em rede para enfrentar a covid-19 em São Paulo. Dados foram coletados via questionário eletrônico, enviado a gestores de 645 municípios entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022, com apoio do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems-SP). As respostas foram analisadas quantitativa e qualitativamente, com foco na regulação do acesso à saúde. Foram coletadas 255 respostas válidas (39,5% dos municípios paulistas). A maioria dos municípios regulou leitos covid-19 pela central de regulação estadual (58%) e enfrentou dificuldades de acesso (53,7%), insuficiência de leitos e 68,6% dificuldades para internação. A criação de novos serviços foi relatada por 83,1%, e 70,0% implementaram fluxos específicos para ampliar o acesso. No acesso ambulatorial, 54,5% usaram múltiplas estratégias de regulação. Recursos financeiros foram suficientes para 54,0% dos municípios e 86,3% enfrentaram dificuldades na aquisição de insumos. Associações estatísticas significativas foram observadas entre porte municipal e variáveis de regulação. A pandemia de covid-19 destacou a importância da regulação de leitos e a desigualdade na distribuição entre os setores público e privado. Este estudo identificou desafios como a insuficiência de leitos, dificuldades na internação de pacientes e a redução de serviços ambulatoriais. Municípios de grande porte ampliaram leitos por meio de hospitais de campanha e acordos com hospitais privados. Já os pequenos e médios adotaram estratégias regionais e protocolos múltiplos. A articulação regional e a regulação estadual foram cruciais na gestão da resposta, mas as dificuldades com insumos e recursos humanos impactaram o acesso. A incorporação de mecanismos digitais e novas estratégias de regulação foram importantes, apesar dos desafios estruturais e políticos que agravaram a resposta emergencial.