Biliary disease is the leading identifiable cause of acute pancreatitis, yet many attacks remain "idiopathic" after routine tests. Wider use of endoscopic ultrasonography (EUS) has revealed biliary sludge and microlithiasis as frequent, previously occult causes of pancreatitis. To summarise current evidence on the pathophysiology, diagnosis and management of biliary sludge-associated acute pancreatitis (BSAP) and propose a simple clinical framework. Narrative review of experimental and clinical studies, practice guidelines and consensus statements identified through targeted searches of PubMed, Embase and the Cochrane Library, complemented by citation tracking of key articles. Available data support a microcrystal-driven model in which lithogenic bile, impaired gallbladder emptying and mucin-rich aggregates promote sludge formation, while transient obstruction and bile acid-mediated epithelial injury in the distal bile duct-papillary outflow segment trigger pancreatitis. First-line ultrasonography and computed tomography have low sensitivity for sludge, whereas EUS is more sensitive than magnetic resonance cholangiopancreatography for detecting microlithiasis in suspected idiopathic acute pancreatitis. Grading diagnostic confidence (definite, probable or presumptive BSAP) and integrating disease severity can rationalise use of MRCP/EUS, selective ERCP, cholecystectomy and adjunctive medical or metabolic strategies. BSAP is a clinically relevant entity within the biliary pancreatitis spectrum. Applying a structured, confidence- and severity-based approach may help standardise investigations, optimise timing of ERCP and cholecystectomy and reduce preventable recurrences. A doença biliar é a principal causa identificável de pancreatite aguda, embora muitos episódios permaneçam “idiopáticos” após exames de rotina. O uso ampliado da ultrassonografia endoscópica (EUS) tem revelado a lama biliar e a microlitíase como causas frequentes, previamente ocultas, de pancreatite. Resumir as evidências atuais sobre a fisiopatologia, o diagnóstico e o manejo da pancreatite aguda associada à lama biliar (BSAP) e propor um modelo clínico simplificado. Revisão narrativa de estudos experimentais e clínicos, diretrizes de prática clínica e consensos identificados por meio de buscas direcionadas nas bases PubMed, Embase e Cochrane Library, complementadas por rastreamento de citações de artigos-chave. Os dados disponíveis sustentam um modelo mediado por microcristais, no qual a bile litogênica, o esvaziamento vesicular prejudicado e agregados ricos em mucina promovem a formação de lama biliar, enquanto a obstrução transitória e a lesão epitelial mediada por ácidos biliares no segmento distal do ducto biliar/fluxo papilar desencadeiam pancreatite. A ultrassonografia e a tomografia computadorizada de primeira linha apresentam baixa sensibilidade na detecção de lama biliar, ao passo que a EUS é mais sensível do que a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) para detectar microlitíase em casos suspeitos de pancreatite aguda idiopática. A classificação do grau de confiança diagnóstica (definida, provável ou presumida BSAP) e a integração com a gravidade da doença podem racionalizar o uso de CPRM/EUS, CPRE seletiva, colecistectomia e estratégias médicas ou metabólicas adjuvantes. A BSAP é uma entidade clinicamente relevante no espectro da pancreatite biliar. A aplicação de uma abordagem estruturada, baseada na confiança diagnóstica e na gravidade, pode ajudar a padronizar a investigação, otimizar o momento da CPRE e da colecistectomia e reduzir recorrências evitáveis.
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arXiv · 2008-09-09
arXiv · 2024-11-26
arXiv · 2025-12-11