This study analyzed how stigma occurs in primary healthcare providers based on dimensions of knowledge, attitudes, and practices targeting people living with dementia syndrome. A mixed-methods, sequential explanatory study was carried out with 122 healthcare providers from 91 Family Health Units in Cuiabá, Mato Grosso State, Brazil, from 2023 to 2024. Its quantitative stage applied the following instruments: Healthcare for Dementia: A View of Primary Care and Attitude Questionnaire. In total, two focus groups with 11 participants were carried out the qualitative stage of this research. Analysis of the results integrated quantitative and qualitative to find convergences and interpretative divergences. Results showed participants' insufficient knowledge and technical preparedness regarding dementia due to lack of specific training, suggesting a structural and social stigma. Participants showed stigmatizing misconceptions regarding the condition and people living with it and professional insecurity and uncertainty in care actions, which negatively contribute to patients' timely diagnosis, treatment, and follow-up. The dissonance between attitudes and practices indicated manifestations of implicit stigma. Structural, social, and implicit stigma in primary healthcare providers compromise timely diagnosis, treatment, and follow-up of patients and family members, perpetuating practices centered on dementia and care neglect. These findings reinforce the need for specific and continuous training to reduce stigma and promote person-centered care. O objetivo foi analisar como o estigma se apresenta entre profissionais de saúde da atenção primária à saúde, com base nas dimensões do conhecimento, das atitudes e das práticas voltadas às pessoas que vivem com a síndrome demencial. Estudo de métodos mistos, explanatório sequencial, realizado com 122 profissionais de saúde de 91 Unidades de Saúde da Família de Cuiabá, Mato Grosso, Brasil, entre 2023 e 2024. Na etapa quantitativa, foram aplicados os instrumentos Atenção Sanitária às Demências: A Visão da Atenção Básica e Questionário de Atitudes; na etapa qualitativa, dois grupos focais com 11 participantes foram conduzidos. Na análise dos resultados, os dados quantitativos e qualitativos foram integrados, buscando convergências e divergências interpretativas. Os resultados mostraram insuficiência de conhecimento e de preparo técnico dos participantes sobre a demência, decorrente de ausência de formação específica, sugerindo a presença de estigma estrutural e social. Os profissionais demonstraram concepções equivocadas e estigmatizantes sobre a condição e a pessoa que vive com a demência, e revelaram insegurança profissional e incerteza nas ações de cuidado que contribuem negativamente na realização do diagnóstico oportuno, no tratamento e acompanhamento das pessoas envolvidas. Foi identificada dissonância entre atitudes e práticas, indicando manifestações de estigma implícito. A presença de estigma estrutural, social e implícito entre profissionais da atenção primária à saúde compromete o diagnóstico oportuno, o tratamento e o acompanhamento da pessoa que vive com a demência e familiares, perpetuando práticas centradas na demência e negligência assistencial. Os achados reforçam a necessidade de formação específica e contínua, de educação permanente voltadas à redução do estigma e à promoção do cuidado centrado na pessoa. El objetivo fue analizar cómo se manifiesta el estigma entre los profesionales de atención primaria de salud, con base en las dimensiones del conocimiento, de las actitudes y prácticas dirigidas a las personas que viven con síndrome demencial. Se trata de un estudio de métodos mixtos, explicativo, secuencial, realizado con 122 profesionales de la salud de 91 Unidades de Salud de la Familia en Cuiabá, Mato Grosso, Brasil, entre el 2023 y el 2024. En la etapa cuantitativa, se aplicaron los instrumentos Atención Sanitaria para las Demencias: La Perspectiva de la Atención Primaria y el Cuestionario de Actitudes; en la etapa cualitativa, se organizaron dos grupos focales con 11 participantes. En el análisis de los resultados, se integraron datos cuantitativos y cualitativos, buscando convergencias y divergencias interpretativas. Los resultados mostraron un conocimiento y una preparación técnica insuficientes entre los participantes con respecto a la demencia, debido a la falta de formación específica, lo que sugiere la presencia de estigma estructural y social. Los profesionales demostraron concepciones erróneas y estigmatizantes sobre la enfermedad y la persona que vive con demencia, y revelaron inseguridad profesional e incertidumbre en las acciones de cuidados que contribuyen negativamente al diagnóstico oportuno, al tratamiento y seguimiento de las personas afectadas. Se identificó una disonancia entre actitudes y prácticas, lo que indica manifestaciones de estigma implícito. La presencia de estigma estructural, social e implícito entre los profesionales de la atención primaria de salud compromete el diagnóstico oportuno, el tratamiento y el seguimiento de la persona que vive con demencia y sus familias, lo que contribuye a perpetuar prácticas centradas en la demencia y a la negligencia asistencial. Los hallazgos refuerzan la necesidad de una formación específica y continua, de una educación permanente destinada a reducir el estigma y a promover el cuidado centrado en la persona.
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arXiv · 2008-09-09
arXiv · 2020-05-29
arXiv · 2024-11-26
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