This study analyzes the barriers women, adolescents, and girls face in accessing legal abortion in Brazil by monitoring Projeto Vivas (a civil society organization for access to information on legal abortion) from February to November 2025. This study dialogues with the decision of the Brazilian Federal Supreme Court, which denied the urgency to the request toward expanding nurses' role in legal abortion procedures. This time-descriptive study assessed the barriers for access to legal abortion in Brazil, especially the need for travel. In total, 111 women had to travel from their municipalities for an abortion, averaging 1,307km (half had to travel over 1,000km). Almost all cases stemmed from rape; 67.5% sought the Vivas Project before the 12th week of their pregnancy (during which the procedure entails low complexity). Participants' profile indicates social and economic vulnerability: 69.3% earned an income of up to two minimum wages and 49.5% were Black. The most frequent barriers included care refusal, lack of physicians and referral services, and mistaken requirements. Long distances and waiting times delay care and can configure cruel, inhuman or degrading treatment according to the World Health Organization (WHO). Health policies to decentralize care and expand professionals trained for legal abortion in primary care (such as nurses) agree with WHO guidelines and deserve consideration to address the barriers identified in this study. O artigo analisa as barreiras enfrentadas por mulheres, adolescentes e meninas no acesso ao aborto legal no Brasil, com base no monitoramento do trabalho do Projeto Vivas, uma organização da sociedade civil de acesso à informação sobre aborto legal, entre fevereiro e novembro de 2025. O estudo faz uma interlocução à decisão do Supremo Tribunal Federal, que negou urgência ao pedido de ampliação da atuação de profissionais da enfermagem em procedimentos de aborto legal. Este é um estudo de recorte temporal-descritivo de barreiras enfrentadas para o acesso ao aborto legal no Brasil, em particular a necessidade de deslocamento. Cento e onze mulheres precisaram deslocar-se de suas cidades para realizar o aborto, percorrendo em média 1.307km, e metade delas mais de 1.000km. A quase totalidade dos casos era de estupro; 67,5% buscaram o Projeto Vivas antes da 12ª semana de gestação, quando o procedimento é de baixa complexidade. O perfil das mulheres indica vulnerabilidade social e econômica: 69,3% com renda de até dois salários mínimos e 49,5% negras. As barreiras mais frequentes foram recusa de atendimento, ausência de médicos e de serviços de referência, e exigências equivocadas. As longas distâncias e o tempo de espera resultam em demora de atendimento e, portanto, podem configurar situações de tratamento cruel, desumano ou degradante, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Políticas de saúde focalizadas na descentralização da assistência e na ampliação de profissionais capacitados para o aborto legal na atenção primária, como enfermeiros, estão de acordo com as diretrizes da OMS e merecem ser consideradas para o enfrentamento das barreiras identificadas neste estudo. Este artículo analiza las barreras que enfrentan las mujeres, adolescentes y niñas para acceder al aborto legal en Brasil a partir del seguimiento entre febrero y noviembre de 2025 del trabajo del Proyecto Vivas, una organización de la sociedad civil que brinda acceso a información acerca del aborto legal. Este estudio plantea un diálogo sobre la decisión del Tribunal Supremo Federal, que había negado urgencia a la solicitud de ampliar el trabajo de los profesionales de enfermería en los procedimientos de aborto legal. Se trata de un estudio temporal-descriptivo acerca de las barreras de acceso al aborto legal en Brasil, en particular la necesidad de desplazamiento. 111 mujeres tuvieron que viajar desde sus ciudades para abortar, cubriendo un promedio de 1.307km; y la mitad de ellas más de 1.000km. Casi todos los casos fueron casos de violación; el 67,5% buscó el Proyecto Vivas antes de la 12ª semana de embarazo cuando el procedimiento es de baja complejidad. El perfil de las mujeres revela vulnerabilidad social y económica: el 69,3% tenían ingresos de hasta dos salarios mínimos; y 49,5% eran negras. Las barreras más frecuentes fueron el rechazo de la atención, la ausencia de médicos y servicios de referencia y las demandas erróneas. Las largas distancias y el tiempo de espera generan retrasos en la atención y, por lo tanto, pueden constituir situaciones de trato cruel, inhumano o degradante según la Organización Mundial de la Salud (OMS). Las políticas de salud centradas en la descentralización de la atención y en la expansión de los profesionales capacitados en aborto legal en la atención primaria, como las enfermeras, cumplen con las directrices de la OMS y merecen tener en cuenta en el enfrentamiento de las barreras identificadas en este estudio.
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arXiv · 2020-05-29
arXiv · 2024-11-26
arXiv · 2025-12-11