To evaluate the functional outcomes of surgical decompression for tarsal tunnel syndrome (TTS) and to explore the clinical relevance of diagnostic tests such as electromyography (EMG), magnetic resonance imaging (MRI), and ultrasound. We performed a retrospective single-center study of 15 patients with clinically diagnosed TTS who underwent open decompression (2015-2022). All had failed conservative management and completed ≥ 12 months of follow-up. Preoperative evaluation combined clinical exams with at least one confirmatory test (EMG, MRI, or ultrasound). Outcomes included the American Orthopaedic Foot and Ankle Society's (AOFAS) ankle-hindfoot score (primary), Visual Analogue Scale (VAS) pain, minimal clinically important difference (MCID), and complications. The analysis used paired t -tests, Cohen's d, and analysis of covariance (ANCOVA), adjusting for baseline AOFAS, age, symptom duration, and EMG results. The mean age was 50.4 ± 15.6 years; and 53.3% of the patients were female. Symptom duration averaged 14.7 ± 7.2 months. The EMG scans were positive in 66.7%, MRI in 60.0%, and ultrasound in 53.3%. The AOFAS score improved from 36.6 ± 7.1 to 78.1 ± 19.9 at 12 months ( p  < 0.001; d = 2.26), and VAS decreased from 7.0 ± 0.6 to 3.4 ± 1.3 ( p  < 0.001; d = -3.72). The MCID was achieved in 80% for AOFAS and 100% for VAS. Two minor complications (13.3%) occurred, without need for reoperations. The ANCOVA suggested trends for baseline severity and chronicity without significance. Surgical decompression is a safe and effective treatment for TTS, providing significant pain relief and functional improvement with low complication rates. Early intervention shows a trend toward better outcomes, warranting further prospective studies. Avaliar os desfechos funcionais da descompressão cirúrgica para tratamento da síndrome do túnel do tarso (STT) e explorar a relevância clínica de exames diagnósticos como eletromiografia (EMG), ressonância magnética (RM) e ultrassonografia (US). Realizamos um estudo retrospectivo unicêntrico com 15 pacientes com diagnóstico clínico de STT submetidos à descompressão cirúrgica aberta (2015–2022). O tratamento conservador falhou em todos, sendo acompanhados por pelo menos 12 meses. A avaliação pré-operatória combinou o exame clínico com pelo menos um exame confirmatório (EMG, RM ou US). Os desfechos incluíram o escore (primário) da American Orthopaedic Foot and Ankle Society (AOFAS) para tornozelo e retropé, dor avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA), diferença mínima clinicamente importante (DMCI) e complicações. A análise utilizou testes t pareados, d de Cohen e análise de covariância (ANCOVA), com ajuste conforme o escore AOFAS basal, idade, duração dos sintomas e resultados da EMG. A idade média foi de 50,4 ± 15,6 anos; e 53,3% dos pacientes eram do sexo feminino. A duração média dos sintomas foi de 14,7 ± 7,2 meses. A EMG foi positiva em 66,7% dos casos, a RM em 60,0%, e a US em 53,3%. O escore AOFAS melhorou de 36,6 ± 7,1 para 78,1 ± 19,9 em 12 meses ( p  < 0,001; d = 2,26) e a EVA diminuiu de 7,0 ± 0,6 para 3,4 ± 1,3 ( p  < 0,001; d = −3,72). A DMCI foi alcançada em 80% dos casos para o escore AOFAS e em 100% para EVA. Ocorreram duas complicações menores (13,3%); não houve necessidade de nova intervenção cirúrgica. A ANCOVA sugeriu tendências de gravidade basal e cronicidade, mas sem significância estatística. A descompressão cirúrgica é um tratamento seguro e eficaz para a STT, proporcionando alívio significativo da dor e melhora funcional com baixas taxas de complicações. A intervenção precoce tende a gerar desfechos melhores, o que justifica a realização de mais estudos prospectivos.
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arXiv · 2021-12-23
arXiv · 2024-11-26
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